Censura chega à cerveja
Pois é, malta: no Brasil aprovaram uma nova norma que regula as campanhas publicitárias da bebida em questão. Querendo imitar o que nos Estados Unidos se faz já há alguns anos, o Conselho de Auto-regulação Publicitária (organismo com a sugestiva sigla CONAR) proíbe, a partir do próximo Verão, a utilização, para fins publicitários, das habituais garotas escaldantes em reduzidos biquinis que até aqui faziam as delícias dos consumidores de cerveja e de quem mais as quisesse ver por aí na TV ou em cartazes.
Mais: restringe-se o recurso ao erotismo, e as garotas deverão ter, ou parecer ter, 25 anos ou mais.
Não digo que concorde, porque não posso concordar com proibições "à la estados unidos" fundadas no pretexto de uma suposta "idade legal" para o erotismo. Mas não há dúvida de que será um desafio à imaginação. Isto por cá também precisava de um abanão. Depois da aparentemente inesgotável fonte de geniais ideias publicitárias a que uma marca (se querem que vos diga, nem sei qual é...) nos tinha habituado, aparecem cartazes cretinos (de outra marca cujo nome também não recordo) com uma gaja muita boa, decote abismal, dois melões de silicone e uma garrafa de cerveja da tal marca na mão, acompanhada da frase "Bem boa"- ou alguma alarvidade semelhante. Ora, isto é boa publicidade? Não. E não digo isto por estar lá a gaja boa.
