Novidades da rentrée ou Poste um bocado a dar para o piegas
E pronto. A rentrée em todo o seu esplendor: as primeiras chuvas; o casaquito pela fresca; a imbecilidade do Governo (e que mais alarvidades terão eles ainda na manga? Devem estar à espera de que o Outono esteja já bem entrado. Que isto uma pessoa vem de férias e não pode levar com tudo assim de chofre, capaz até de lhe dar qualquer coisa má. E precisar outra vez de férias...); as novidades Outono-Inverno (percebemos que já não somos muito novos quando vemos nas montras roupa copiada a papel químico da que usávamos na adolescência. O eterno retorno. Mas desta vez com muito mau gosto.) e, claro, os cãezinhos acabadinhos de comprar. Fresquinhos.
Ontem, ao sair de casa, ouvi um diálogo tão típico desta época:
- Ai, tão queridinho! Tão pequenino! Como se chama?
- Joana. (E aqui faço uma cúmplice piscadela de olho ao nosso Manel... quem quiser que entenda.)
Não ouvi mais. Tinha pressa. Pobre Joana – pobres joanas. Lá para Junho será um empecilho. Que terá então sido feito da coisinha amorosa que cabia na palma da mão? Um estorvo. Um objecto a mais num minúsculo T1. Lá para Junho, talvez até antes, será “dispensada”. Tão típico, também.
