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domingo, novembro 30, 2003

Requiem...

... pelos Concertos Portugal Telecom.


Abyssus abyssum invocat.

Constituição comunista

Não se riam! É o que temos, segundo Telmo Correia. Uma Constituição comunista. Para mais, e de acordo com o nosso primeiro-ministro, nascida de forma não-democrática. É isto que flutua nas cabeças dos ideólogos deste governo. Infelizmente...

...history will teach us nothing...

Fui rever o post intitulado "Estudo do Meio do João" e finalmente entendi que estávamos absolutamente errados: não eram gralhas, é a Nova História Portuguesa. Se só somos uma democracia desde 1982 - se pomos as coisas nesses termos, meus senhores, eu duvido que o sejamos agora - por que razão se há-de ensinar às criancinhas que o Estado Novo terminou a 25 de Abril de 1974, graças a uma revolução? Como diz o nosso querido Sérgio, isto anda tudo ligado.

Deliciem-se então, como eu me deliciei, com a resposta certeira de Mário Mesquita, no Público de hoje às tristes e asininas declarações de Durão Barroso e sua corte.

Aqui vai um cheirinho:

(...) segundo o primeiro-ministro, o nosso poder constituinte não era plenamente democrático, estava limitado porque houve dois pactos MFA-partidos. Talvez só a partir de 1982 - assevera Barroso - é que tenha havido uma verdadeira Constituição democrática em Portugal, por isso, a nossa Constituição surgiu muito sectária, muito ideológica (...).

Às palavras revisionistas de Durão Barroso seguiu-se o apoio dos líderes parlamentares do PSD e do CDS. (…)
O líder parlamentar do CDS, Telmo Correia, foi mais longe, ultrapassando o "revisionismo histórico" de Durão Barroso, ao dizer que a Constituição
nasceu marxista e alguma desta carga ideológica ainda se conserva no seu texto, enquanto a Constituição espanhola de 1978 não nasceu comunista, como aconteceu com a nossa. Tivemos, portanto, no entender deste ideólogo da direita uma "Constituição comunista"!

(...)

O "revisionismo histórico" de Durão Barroso coloca-se ao arrepio da declaração de voto do seu próprio partido, pela voz do seu representante de então, jurista Barbosa de Melo, professor da Faculdade de Direito de Coimbra e, mais tarde, Presidente da Assembleia da República. Não obstante a ressalva de múltiplas discordâncias relativas ao conteúdo da Constituição, o jurista coimbrão sustentava: (...) Votámos a Constituição porque ela foi o produto honrado do jogo democrático. Votámos a Constituição porque, no essencial, ela também recolhe o fundamental do nosso programa. Mas votámos a Constituição sem qualquer crença fixista sobre a história. Votámo-la coma consciência clara de que este Povo de mais de oito séculos vai retomar, serena e firma, a sua longa aventura de liberdade.

(...) Os constituintes do PPD escrevem que, no seu todo, em coerência com a opção social-democrática (...), votámos favoravelmente o texto da Constituição crentes de que o seu saldo é francamente positivo e esperançados de que todos os verdadeiros democratas (...) tudo farão para que a democracia triunfe irreversivelmente em Portugal (...).
Surpreendente é o silêncio que se gerou à volta das infelizes declarações de Durão Barroso, com honrosa ressalva para as palavras indignadas do constituinte Jorge Miranda. O diploma de 1976, disse o constitucionalista, pode ter tido todos os defeitos, mas foi a primeira Constituição democrática que Portugal teve. Sem ela, não estaríamos aqui (no Tribunal Constitucional, não teríamos direito constitucional...

(...)

sábado, novembro 29, 2003

Tchador

Sou ateu, ateuzinho, ateuzinho, ateuzinho. Acredito em energias e em causa e efeito, mas não vejo por que é que tem de existir um ente consciente que dê sentido a tudo isto. Sou absolutamente contra a discriminação positiva de que goza a Igreja Católica na nossa sociedade e, acima de tudo, na nossa Educação. Considero a laicização do Estado a grande conquista dos movimentos liberais. E embora reconhecendo o conforto espiritual que uma confissão religiosa ou uma fé sólida possam trazer, continuo a sentir que são refúgios e que, historicamente, têm sido pouco mais do que instrumentos de controle, opressão e manutenção de poderes instalados - salvaguardadas as devidas excepções, em que o conforto espiritual anda lado a lado com uma real compreensão do mundo.

Por um lado não posso deixar de concordar que o tchador é um dos símbolos da opressão da mulher muçulmana. Por outro, não sei até que ponto não era o lenço minhoto um símbolo da opressão da mulher católica. Ou se não é opressão uma viúva usar preto até morrer, como continua a acontecer em tanta aldeia desta nossa ocidental praia - a minha avó beirã morreu com 93 anos, esteve de luto desde os 70, são vinte e três anos de lenço preto na cabeça. Bem sei que os homens morrem mais cedo, mas os viúvos lá da terra não tinham estas preocupações com o assunto.

Mas em França quer-se legislar em favor da punição de estudantes do sexo feminino apenas por insistirem nesta socialmente inócua tradição. Até filhas de famílias em que o tchador já não se usa estão a fazer questão em usá-lo na escola, como protesto por aquilo que vêem como um ataque discriminatório às liberdades individuais dos muçulmanos. Mas isto não faz pensar os legisladores franceses, iluminados no seu posto de homens do leme da humanidade, guardiões de direitos, liberdades e garantias - desde que à sua própria imagem e semelhança. O argumento é que o recinto da escola oficial esteja liberto de símbolos religiosos - suponho que seja proibido também o crucifixo ao pescoço, o símbolo egípcio da vida, crachás de yin-yang e por aí fora, ou então trata-se apenas e só de perigosa e vã discriminação étnica...

E assim o "pelotão da frente", os laicos iluminados, os europeus avançados, ao invés de assumirem a enorme responsabilidade que o posto que perseguem acarreta, preferem antes deitar mais uma achazita na fogueira dos ódios que todos os dias crescem entre muçulmanos e cristãos.

A responsabilidade não é de Alá ou de Jeová, mas nossa, senhores. E o exemplo também.

sexta-feira, novembro 28, 2003

Village Vanguard

O Abaixo de Cão fez com que eu tivesse agora um ataque de nostalgia... o Village Vanguard foi, de facto, um dos melhores sítios onde alguma vez estive.
A cave escura, a música, a excelente música... o porteiro, um dos homens mais bonitos que já vi na vida, apesar das unhas pintadas de vermelho... e aquele ambiente...
Extraordinário. Um dos melhores sítios onde já estive!

Homens

Fui almoçar. Na mesa do lado, estava um casal. Sorrisos cúmplices, ambos de pernas cruzadas, que se tocavam debaixo da mesa. Ela toca-lhe na mão, ele sorri... nisto, ouve-se um telemóvel! Ele atende: "Estou?... Olá amorzinho!" (...) "Não, não... estou sozinho! Sim, vim almoçar sozinho. E tu?" (...) "Estás com o Miguel?! Quem é o Miguel?" (...) "Tu vê lá, vê... bem, até logo!"
Desliga o telefone, visivelmente irritado. E diz à amiga, que tentava disfarçar o visível embaraço: "Estas gajas, pá... não se pode confiar nelas!".

Nem ovos moles nem enguias...

...mas vontade de voltar para colmatar a - gravíssima - falha.
Agora tenho uma semanita de pousio. Uma semanita para voltar a ter algum ritmo nisto. Uma semanita para descansar, que isto de ser saltimbanco tem muito que se lhe diga. Uma semanita para estudar. Já me começa a parecer muito para uma semanita...


.....


... uma semanita para o Katraponga adivinhar para onde vou a seguir, eh eh eh.

E agora vou encostar um bocadinho à boxe, que bem mereço.
Até amanhã.

quinta-feira, novembro 27, 2003

Agora é que foi!

Acabaram-se os testes parolos! Agora é que foi! E eu que até gosto dos Village People... Bolas!
Nunca mais...

I am the biker

You're the biker, also called the leatherman.
Leather and chains are more than just a
wardrobe for you. People say you're a kinky,
horny devil but... well, they're right. You're
at your happiest with a hot rumbling hog
between your legs.

What member of the Village People are you?
brought to you by Quizilla

Macho, macho man... I want to be a macho man...

Yuko Shimizu II

A estética japonesa também me seduz muitíssimo... Esta é a letra Q, da mesma série de trabalhos:


Qualquer dia, quando arranjar um scanner decente, publico aqui algumas fotografias tiradas no Japão.
Aliás, se for do agrado das outras Trutas - todas elas melhores fotógrafas que eu - até podemos reunir aqui uma série de fotografias por nós tiradas nesse belíssimo país.

Yuko Shimizu

Uma jovem ilustradora japonesa. Há inúmeros trabalhos seus neste site. Mas gostei mais destas "Letters of Desire". Quem me conhece sabe bem que gosto bastante dos depravados dos Japoneses! Mais que gostar, compreendo-os bem... (Mas gostar não será já compreender?...)
Aqui vai a letra S, "Sailor In The Sea, Swimmimg With Squids":

Herberto Helder

Um espelho em frente de um espelho: imagem
que arranca da imagem, oh
maravilha do profundo de si, fonte fechada
na sua obra, luz que se faz
para se ver a luz.

quarta-feira, novembro 26, 2003

Maizum pó monte

A Ana Gomes, o Eduardo Prado Coelho, o Jorge Wemans, o Luís Nazaré, o Luís Osório, a Maria Manuel Leitão Marques, o Vicente Jorge Silva e o Vital Moreira criaram um blogue em conjunto. Chama-se Causa Nossa e palpita-me que será mais uma variação do género Abrupto: cheio de leitores atraídos apenas pelo nome de quem escreve.

Até agora, do que vi e li do Causa Nossa, posso concluir que tem um template feio, gralhas e uns caracteres esquisitos em vez de aspas. Mas se há coisa que une os blogueiros são estas experiências: as horas perdidas a tentar recuperar o template desaparecido, a formatar o texto, a tentar perceber por que não funcionam os linques para os nossos próprios posts - a propósito, se alguém me puder explicar...

Eu acho que toda a gente devia ter um blogue. É bom, é porreiro! Sinto-me mesmo bem por ter um blogue. Gostava que toda a gente soubesse como é bom ter um blogue. Mas os rapazes deste novo blogue não querem (só) isso. Querem "ser uma referência na esfera bloguística", embora um dos membros da "dream team" bloguístico (como já lhes chamaram) já comece contrariado...

Duvidam que será um dos blogues mais lidos da blogoesfera portuguesa? Duvidam que, se os respectivos autores não assinassem os posts, teriam apenas um centésimo dos leitores?
Por acaso era um exercício giro para esses gajos conhecidos: escrever um blogue anónimo. Um blogue anónimo com janelinha para os comentários. E daí, talvez fosse um exercício decepcionante para eles, quem sabe...

É hoje, é hoje que elas regressam!


A 17 de Setembro, dizia eu neste blogue: "E para ali estão as Quatro Últimas Canções, de Richard Strauss, mais aquelas duas senhoras à espera, à espera..."
Só hoje me decidi. Não é coisa fácil, esta perscrutação interior que me permite saber qual o momento certo para as ouvir de novo.
É hoje.
Está a ser agora.
E só eu sei porquê.

(Volto a esclarecer, tal como o fiz nesses idos de Setembro: "As senhoras são a Schwarzkopf e a Gundula Janowitz. Uma de cada vez. Claro.")

terça-feira, novembro 25, 2003

Canal estórias...

Acabei de regressar de um universo paralelo, um universo onde Wagner compôs uma ópera cómica intitulada "As Cantoras de Nuremberga" - que a legenda, por sua vez e com muito salero, baptiza de "Os Maestros Cantores" -, onde Kundry é um herege e Parsifal cura o cavaleiro Amfortas. E para terminar em beleza, fico a saber que o compositor morreu em Venice!

Mas será possível?! Não há nada nem ninguém que fiscalize estas barbaridades?! É a isto que pomposamente se chama de "Canal História"? Quer ser reaccionário, seja. Mas ao menos empregue tanto bom tradutor que anda para aí a vender hambúrgueres, porra!

Sastifação...

Pois que venho c'a pança cheiinha de migas! E de sastifação! Ai, Portalegre, Portalegre... ainda bem que nã têns estádio de futeboli!

E parece que o Katraponga tem razão, há aí uns barquinhos de ovos moles à minha espera...

Colonia

Los plásticos
cubren la casa:
el viento trabaja
a mi favor. Veo
por pequeños orificios
retazos de la ciudad.
Me han contado
amorosamente
antiguas historias romanas
y les he creído;
sin embargo
sólo comprendo lo que miro:
un muro raído, el recorte
de algo oscuro y profundo,
y los autos, incesantes,
en torno.



Carlos Battilana

Até me comovo com tamanha democracia

"Um documento confidencial do FBI revelado pelo jornal "New York Times" pede às forças policiais do país que investiguem as actividades dos indivíduos e grupos participantes em manifestações contra a política do Presidente George W. Bush."

Só não percebo o seguinte: o FBI quer mesmo investigar todos os manifestantes antiguerra? Será que vai acabar por fazer um recenseamento da população americana?

Ou sou eu que sou uma lírica?

sexta-feira, novembro 21, 2003

A cidade num túnel

Uma hora e meia para chegar de Entrecampos ao Saldanha. Benfadado túnel, que mestre Santana assegura ser a salvação de Lisboa. Realmente, há tantas ruas onde já não se consegue respirar, quando for insuportável o ambiente na cidade talvez se vá tudo embora. Conseguiremos então repovoar o centro com jovens, preservar património, combater a especulação imobiliária, enfim, todas aquelas coisas que, face ao túnel - e aos cartazes -, são claramente secundárias.

E eu ando quase sempre de metro. Devo ter muito azar para me acontecer sempre merda...



O próximo cartaz rezará:

AQUI VAI VER UMA CIDADE COM MAIS TRÂNSITO.

Não mandem mais postais

Vamos lá esclarecer aqui um assunto, mesmo correndo o risco de abrir o véu que oculta a verdadeira identidade do Manel e, assim, identificar imediatamente uma da Trutas... o nosso Manel NÃO É o Pedro Rolo Duarte, está bem?
Por acaso, considerando a graaaaaaaande admiração que tem pelo Manel, o Pedro já lhe concedeu, aqui há uns tempitos, honra de capa do DNA e tudo! E que bela fotografia! E que elogioso artigo acerca da brilhante carreira do Manel!

Portanto, esclarecido que está o assunto, não mandem, por favor, mais postais a afirmar tal coisa.
O Manel não é o Pedro Rolo Duarte.
A sério.

Ainda por cima, são duas criaturas tão diferentes uma da outra.
Do dia para a noite.

Bom clima, disse ela!

Estou de rastos. Saio de casa a meio da manhã para um trabalhito - um "bico", como dizem os brasileiros - e quando estou no trânsito, pimba, toma lá com um aguaceiro. E eu em pânico: Não pode ser, não pode ser, tenho roupa estendida, amanhã vou para Portalegre, Portalegre é frio, não tenho secador de roupa, estou quilhado!

Chego a casa e a corda da roupa tinha rebentado. A minha vizinha de baixo teve a simpatia de apanhar os trapos que ficaram ao ní­vel da janela dela e deixou-os num saquinho à minha porta com uma cordial notinha. Eu no lugar dela teria antes escrito: Obrigadinha pelos panos, mas já lavei os vidros hoje.

Bufos, palavrões e uma grossa molha a sacar a roupa que restava - sim, porque vivo num último andar e a água jorra do telhado qual torneira escancarada.

E agora que já escapei à fúria do Niagara, posso gritar:

BOM CLIMA, O C*****O!!!

Líbano, mas poderia ser Iraque

Líbano.

En este mar muerto
no podrás nadar,
tampoco ahogarte.
La cabeza
erguida
el cuello
duro,
estás flotando.
En esta pequeña
muerte
el mar sólo flota
sobre la tierra,
peste...


Eva Lamborghini

quinta-feira, novembro 20, 2003

Brahms


Uma querida amiga minha cantará pela primeira vez, este próximo sábado, o belíssimo Um Requiem Alemão, de Brahms, em Heidelberg.
O cartaz vê-se mal. Também não é muito importante que se veja bem. Interessa que ela saiba, se passar por aqui, que lhe desejo muita, muita sorte.
Vá, tudo a ouvir o Requiem de Brahms. Já!

Passatempo: Prioridades são prioridades!

E o resto é conversa...


Uma cidade portuguesa, daquelas que se queixam de ter pouca actividade cultural:
*Uma só sala de cinema - mais precisamente, um cineteatro;
*Nenhuma companhia teatral local;
*Escusado será dizer, nenhuma orquestra;
*Pouca música ao vivo, se excepturamos as feiras da praxe com os artistas(?) das feiras;
*Mas nem tudo é mau - estamos em Portugal e é uma capital de distrito, donde, há sempre o futebol para deleite das populações sedentas de cultura.

Subitamente, o CAOS!!!

No mesmo dia:
*A inauguração de um novo estádio para cumprir o grande desí­gnio nacional que é o Euro 2004;
*Um espectáculo de commedia-del-arte por uma companhia de Bergamo, Itália;
*Um espectáculo de teatro musical, com qualidade estética, emoção humana e um certo cariz pedagógico, vendido por um importante teatro lisboeta ao entusiasmado Politécnico local, o qual fizera chegar os convites às mãos de professores de vários graus de ensino, professores esses que, iluminados pela colossal missão de formar os nossos jovens, se apressaram a reclamar, pois que era um mau dia, pois que 'os miúdos' já teriam - seis horas mais tarde - de assistir à inauguração do dito estádio, e tudituditudo;
*Em suma, um espectáculo COMPRADO pela cidade, e que numa sala com 600 lugares teve 30 pessoas no público - mas trinta pessoas, entre adultos e miúdos, que se ergueram de um pulo para aplaudir de pé.

De que cidade se trata?

Bom, está bem, a pista do dia:
*digo-vos que o treino assistido pela população inteira - ou pelo menos por toda a população escolar, a avaliar pelas razões de tão insignes docentes - redundou em 8 golos marcados pela equipa da casa e 0 golos pelos desgraçados que vieram ocupar no campo o lugar dos matraquilhos.

Cedi a esta pista, porque todas as outras, realmente, poderiam corresponder a qualquer triste e arrogante cantinho português e seria sempre um tiro de sorte...

Paí­ses para a troca? Mas será que ninguém tem?!

quarta-feira, novembro 19, 2003

As Trutas (ou mais um exercício de umbiguismo e narcisismo)

Querido Afonso: as Trutas não fazem crítica musical (profissionalmente). Já temos mandado por aí umas bocas sobre música, mas nunca calhou fazermos disso vida. Por isso, nenhuma de nós é a Vanda de Sá ou a Cristina Gallo. E nenhuma de nós é o Miguel Sobral Cid. Eles que me desculpem, mas as Trutas são muito mais giras... (ok, o Miguel não é feio, mas ainda assim as Trutas são muuuuito mais giras).

Pelo menos quatro participantes, até à data, referiram que uma das Trutas é a Fernanda Serrano... por favor, não voltem a dizer tal coisa! A Fernanda é uma querida, mas só de imaginar uma de nós com o (iac!) Pedro Miguel Ramos até se me dá a volta ao estômago...

Brevemente revelaremos o prémio que atribuiremos a quem conseguir fazer corresponder cada Truta à sua fotografia e o prémio especial para quem conseguir acertar na identidade de, pelo menos, DUAS Trutas.

É só invejas...

O Paulo Querido, invejoso com o estrondoso sucesso do Ameizing Tráut Xélenge, decidiu fazer-nos concorrência com um concurso de blogs. O concurso é do tipo Miss Blog 2003, mas com mais nível - o próprio Paulo fez a seguinte afirmação: "não estaremos a medir pilinhas".

Parece que o Querido quer oferecer um prémio aos melhores blogues, mas não tem patrocinadores... até agora (coitado!), só conseguiu angariar os seguintes prémios:
- uma fotografia de um tal Mário (um leitor do vento lá fora);
- um par de meias usadas;
- uma tela pintada pela Inês.
Não fosse a miúda (que é amorosa) disponibilizar-se para pintar a tela e ninguém havia de querer concorrer, com esta miséria de prémios.

Bom... mas como as Trutas são magnânimas, generosas, caridosas, compassivas, bondosas, lindas e não se ralam nada com estas tentativas - infrutíferas - de abafar o sucesso do nosso Xélenge, oferecem-se para ajudar! As Trutas oferecem DOIS (a sério, não um, mas DOIS) bilhetes para o concerto do Trio Beaux-Arts, a realizar no dia 25 de Novembro de 2003, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 19:00h!*
(é pena é que só se fique a conhecer a Miss Blog no início do ano que vem... olha, se ninguém quiser os bilhetes, vou eu!)

Ficámos ainda a saber que o Paulo Querido nutre uma paixão assolapada e mal resolvida pelas Trutas. Nos comentários a um dos seus postes, confidencia o seguinte: "quanto às trutas: há sempre riscos, eu sei. Passei parte da noite em branco a magicar no esquema(...)". Ó pá... que Querido! (ahh.... ahh... ah! Ah! Ah! Este trocadilho agora foi um prato... I kill myself!!) Mas um "esquema"? Com as Trutas todas?? Malandreco...


* Se este é o prémio que nós oferecemos ao Querido, imaginem só o que temos para oferecer a quem acertar no Damêizing Tráut Xélenge!!

terça-feira, novembro 18, 2003

Propes pó pípol

Nos idos de há já largos meses, as Trutas tinham um clube privado na net (que, aliás, ainda se mantém mas agora com menos participação - é que o blogue é um tirano!). Ora o site que alberga este nosso clube alberga também outros clubes em língua estrangeira, qual delas a mais exótica...
Eu que pensava que sabia muitas línguas, dei de repente por mim fascinada perante a panóplia de novos mundos que se abriam à minha frente, novas línguas a explorar e a aprender. Nas minhas deambulações pelos tais outros clubes estrangeiros, descobri uma vez um que me chamou a atenção pelo nome: "69". Tentei heroicamente (e sem a ajuda do dicionário) decifrar o estrangeiro conteúdo de algumas mensagens... mas foi debalde... Eram coisas simples do género:

"tiPO é AXim vim aki parar PUKEH axuh ki u NOMEH ta mtu fixeh =) 69 é u meu nº perfeRIDUH=) pENXEM U K kISEREM ...EU FIKUH NA BOAH...=P mas tipo aki na konversa? tipo animem ixtuh...xei lah digam xenas sbem i tal...xinaum istuh morie lol...divulguem ixtuh...pukeH U NOMEh é um SWOh =D xo falta konverSa di geituh=** PROP´S PA MARGEM SuL!! ********FIKEM BEMm...hip hop tugah rulleZz"

Vai daí, corajosa e modestamente, escrevi-lhes esta singela missiva:

"Excelsos companheiros do éter netístico, podeis fazer-me o obséquio de deslindar uma dúvida que me surgiu quanto a um vocábulo quotidianamente muito empregue pelo estrato mais original da nossa sociedade a que soe
chamar-se juventude? (Ah! Essa imarcescível idade!... )
Ora sucede que o vocábulo em questão é o misterioso "props", bastante utilizado como meio de despedida nas vossas missivas. Muito me aprazaria, pois, obter a solução de tão intrincado mistério!

Muito agradecida.

Vossa incondicional,
Truta Vermelha"

E não é que estamos até hoje sem resposta? Não terão lido? Não perceberão estrangeiro?
Para cúmulo, o Animal (dos Marretas) escreveu-nos ontem uma cartinha toda catita em que emprega também este termo... Ó Animal, isso não se faz! Fazeres-nos reviver as horas e horas de aflição que passámos naqueles tempos! O que vale é que ele depois lá explicou o que queria aquilo dizer. E assim se resolveu o mistério. Andámos nós meses e meses a perder peso e de cara macilenta com a angústia e mesmo aqui ao lado alguém com a resposta!

É a vida.

Bonae Artis Cultorem Habeas
ou Mais um passatempo do Crí­tico! Hiper fácil! Pffff!



1. Trata-se de Federico II, rei da Prússia.

2. É Bach.

3. Bach travou conhecimento com Federico II na Primavera de 1747. A convite do próprio monarca, Bach deslocou-se à Prússia para visitar Carl Philipp Emanuel, cravista do então jovem Federico II.

4. "Por ordem do rei, o tema e o resto são tratados segundo a arte do cânone." Embora também se possa traduzir por: "A música pedida pelo rei e o resto resolvido pela arte canónica". Esta inscrição forma um acróstico da palavra RICERCAR

5. Trata-se do cânone n.º IV, ou "do Caranguejo".

6. Aparece na derradeira obra de Bach- A Arte da Fuga. (Embora hoje em dia se considere que Bach começou a escrevê-la nos primeiros anos da década de 1740. Não sendo, por isso, a última obra do compositor.) Como Bach não deu indicação dos intrumentos para os quais a obra estava a ser escrita, chamemos-lhe Superius.

7. Seu filho Carl Philipp Emanuel escreveu: "Aqui, onde o nome B. A. C. H. aparece como contratema, morre o autor."

8. Significa a morte do compositor. Segundo se pensava, Bach morrera logo após ter introduzido, na fuga final, a XIV, as notas que correspondem ao seu nome (si bemol-lá-dó-si). Embora hoje em dia se tenha chegado à conclusão de que isso não se passou assim... Vejamos:
Apesar de Bach ter terminado A Arte da Fuga, a obra ficou incompleta para a posteridade, pois, de alguma forma, o fim perdeu-se. À medida que nela trabalhava, a décima quarta e última fuga ia-se transformando numa obra imensa, uma das maiores que Bach escreveu. No minucioso plano de impressão, Bach tinha previsto seis páginas para esta fuga (como demonstrou Gregory Butler), mas quando a última página do seu manuscrito desapareceu, após a sua morte, a ordem das peças foi arbitrariamente alterada pelos seus herdeiros, destruindo o seu plano e criando uma confusão que dura há mais de 250 anos. (Bach. Uma Vida, Davitt Moroney)

Quero o meu préééémio!!!

segunda-feira, novembro 17, 2003

Mais Raúl Gómez Jattin:

El agua inunda el baño y entra en los cuartos vecinos
Silencio
"Hijo deja ya de cantar Cierra la llave del agua"
dice la madre desde la sala
No responde
Se asoma a la sala y ve a la madre salir
Desnudo va hasta la puerta
y mira a la madre entrar a la casa de enfrente
¡No ha podido matarla con canciones de amor!


Para a Mada...

Recuperei parte do meu espírito, perdida há anos numa cassete de crómio pelos vales intermináveis da cave de casa dos meus pais. Finalmente comprei o Sgt.Peppers em cd!

Whithin you whithout you


We were talking - about the space between us all
And the people - who hide themselves behind a wall of illusion
Never glimpse the truth - then it's far too late - when they pass away
We were talking - about the love we all could share - when we find it
To try our best to hold it there - with our love
With our love - we could save the world - if they only knew.

Try to realize it's all whithin yourself no-one else can make you change
And to see you're really only very small,
and life flows on whithin you and whithout you.

We were talking - about the love that's gone so cold and the people,
Who gain the world and lose their soul -
they don't know - they can't see - are you one of them?
When you've seen beyond yourself - then you may find, peace of mind, is waiting there -
And the time will come when you see
we're all alone, and life flows on within you and without you.


George Harrison

Agora é que vai ser!

Nunca, mas nunca mais faço um destes testes...

CWINDOWSDesktopFightclub.jpg
Fight Club!

What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

Fight Club? O que será que isto quer dizer de mim? Já sei que sou esquizóide, obsessiva-compulsiva (teste 1), que sou um bloco de gelo com wonderbra (teste 2) e que sou canibal (teste 3). Mas isto?? Será que, no fundo, devia ter seguido carreira no mundo do boxe? Ou deveria pertencer a um gang?
Elucidem-me, por favor!

Words

Axes
After whose stroke the wood rings,
And the echoes!
Echoes travelling
Off from the center like horses.

The sap
Wells like tears, like the
Water striving
To re-establish its mirror
Over the rock

That drops and turns,
A white skull,
Eaten by weedy greens.
Years later I
Encounter them on the road...

Words dry and riderless,
The indefatigable hoof-taps.
While
From the bottom of the pool, fixed stars
Govern a life.


Sylvia Plath
________________________________________

Palavras

Machados,
depois do seu golpe a madeira ressoa,
e os ecos!
Ecos que partem
do centro, semelhantes a cavalos.

A seiva
jorra como lágrimas, como
água capaz de lutar
para refazer o seu espelho
sobre a rocha

que cai e se transforma,
uma branca caveira
consumida pelas ervas daninhas.
Anos depois
encontro-as na estrada...

Palavras secas e sem cavaleiro,
infatigável ruído de cascos.
Enquanto
do mais fundo do lago as imóveis estrelas
regem uma vida.

Trad.: Maria de Lourdes Guimarães

Parasitas

Eu sei, eu sei, eu sugeri que não se apagassem os salmonetes daquele pobre parasita que anda na blogosfera em bicos de pés a tentar minar as coisas que ele próprio nunca conseguiria construir. Continuo a achar que o que escreve fala por si.

Mas trata-se de uma questão prática: se já ninguém lê o que ele escreve, então os seus comentários só servem mesmo para ocupar espaço e poluir a casa.

E como este espaço é das trutas que o alimentam dia-a-dia, não é a existência de censura que está em causa - até porque as trutas não têm de provar nada a ninguém, e muito menos a esta triste carraça. O que está em causa é a própria saúde deste espaço de afectos, liberdades, vontades e opiniões que tanto valor tem para nós.

As próximas cagadelas deste pobre energúmeno - será que tem acento? - serão imediatamente sujeitas a desparasitação. Perdoe-nos, Príííííapo, mas é uma questão de saúde pública.


P.S.
Por outro lado, nem sabem o descanso que é saber que somos odiadas(os) por gente assim. Sermos diametralemente opostas(os) a gente (?) desta laia é sinal de que estamos onde queremos estar.

P.S.II
Obrigado pelas elegantes defesas de amigos como Katraponga, Afonso e Ardósia - perdoem a perda de tempo e espaço. Voltaremos ao normal já de seguida.

É desta!!

Agora é que é! Nunca mais faço estes testes! A culpa é toda da Bomba...
eating people
YOU EAT PEOPLE!!!

domingo, novembro 16, 2003

Ora cá estou...

... mas zarpo na terça para Leiria. Perdoem-me as ausências, até Dezembro sou saltimbanco.

Cristianismo Parte I

(...) Não, estes dois tipos de obras - as que embelezam tudo num desígnio triunfalista e transfiguram tudo por piedade, e as que só conhecem a agressividade, a polémica, que rebaixam tudo cinicamente - são tão desagradáveis umas quanto as outras, porque só apresentam invariavelmente meias-verdades. As meias verdades são também meios erros e em caso algum podem aspirar à seriedade da história. É claro que o ódio, tal como o amor, pode ser clarividente, mas também cega muitas vezes. Basta ler as tiradas odientas do antigo estudante de teologia de Bamberga «sobre a necessidade de abandonar a Igreja» - que é para ele, o «cadáver gigantesco de um animal monstruoso com as dimensões da história do mundo», «os restos de um monstro»*. Mas um antialemães de princípio, um antifranceses agressivo, um antiamericanos fanático, um anticristãos militante compreenderão alguma vez a especificidade, a verdade da Alemanha, da França, da América, do cristianismo - a despeito de todas as suas judiciosas observações? Compreenderão porque motivo tantos alemães, franceses, americanos, a despeito de todas as críticas querem permanecer alemães, franceses, americanos, por que motivo tantos cristãos não renunciam a ser cristãos?
Não, uma «crónica escandalosa» não basta para fazer história: ela é - literalmente, segundo o grande Duden - «uma colectânea de histórias escandalosas e de bisbilhotices de uma época ou de um meio». Quer isto dizer que uma tal imagem hostil não ilumina mais o que é realmente o cristianismo do que o que faz uma imagem tradicional. O que se exige não é a glorificação nem a suspeição, mas uma compreensão histórica e crítica, sincera e equitativa, que servirá ela própria de fundamento a um juízo teológico pela bitola das origens, da mensagem fundadora do cristianismo.


* K. Deschner

Hans Küng, O Cristianismo - Essência e História
Tradução do francês de Gemeniano Cascais Franco

Estava mesmo cheia de cócegas nas pontas dos dedos... Desculpem qualquer coisinha.
E já agora, há por aí tanta coisa a precisar de uma mesma abordagem... Que não se fique pelo cristianismo.

Maneeeeeeeeel,

volta!

sexta-feira, novembro 14, 2003

...

Ando desde ontem a pensar no que o Pedro Lomba disse* acerca do amor...
Gostaria de lhe conseguir dizer que não, não é necessariamente assim... que alguns amantes sentem apenas o resultado do seu enamoramento um pelo outro e perdem a noção do sentimento individual...

Mas não sou capaz. É tão difícil falar sobre o amor!

* O Flor de Obsessão padece do mesmo mal que o Blogue das Trutas: os linques permanentes não funcionam. Refiro-me, aqui, ao poste de 11 de Novembro intitulado INTERROGAÇÕES.

E acaba por aqui...

... a rubrica das sextas-feiras "Os leitores da semana".
Descobri que os motores de busca são utilizados, em 95% dos casos, por porcalhões tarados e por pessoas com psicopatologias graves. Imaginem só que, esta semana, para além de todo o género de pesquisa de mulheres nuas (portuguesas, do big-brother, brasileiras, actrizes, etc.), houve um tarado que procurou a "tradução de werever you will go", aquela música horrorosa do Richard Marx (ainda por cima com o título mal escrito!).
Essa foi mesmo reles, pá...

Priapo: uma figura da mitologia grega ou um mero erro ortográfico?

Povoa a blogosfera um tal de Priapo (sim, assim mesmo, sem acento), que eu não sei se tem blogue próprio, nem mesmo vida própria, mas costuma deixar uns comentários bastante desagradáveis nos postes de muita gente, por essa blogolândia fora. Uma vez que tem decorrido, nos nossos salmonetes, o interessantíssimo debate "Priapo: uma figura da mitologia grega ou um mero erro ortográfico?" (que eu não tenho acompanhado atentamente por falta de pachorra), e porque hoje estou embirrante e não tenho mais de que falar (isto de me alhear das notícias do país e do mundo tem esse problema), decidi investigar essa nobre figura, de seu nome Príapo, num enciclopédia portuguesa. Cheguei às seguintes conclusões:

"Príapo, conhecido pelo seu pénis enorme e sempre erecto", era filho de Hermes e de Afrodite (e irmão de Hermafrodito, que tinha os dois sexos).

Tentou violar Vesta* (deusa que presidia ao fogo no lar doméstico), acérrima defensora da castidade perpétua, mas esta foi defendida por um burro (sim, um burro - que, pelos vistos, chegou perfeitamente para dar cabo do tal Príapo).

* apesar de Vesta ser uma Deusa Romana, esta lenda tem um forte cunho grego, conforme afirma a mesma enciclopédia (Porto Editora).


Lembra-me aquele velho ditado: "mais vale ter um acento no nome do que servir de assento a um burro".

O meu país (e não desisto da minha tese)...

quinta-feira, novembro 13, 2003

XELENGE

Vá, não tenham medo de entupir a Amazing Trout Caixa do Correio (isto soa um bocadinho a Bat-caixa do correio, não é?)...
Respondam ao The Amazing Trout Challenge! Dêem os vossos palpites! Onde é que terão visto já aquela boca? Humm... e aqueles olhos? Quem é quem? Vá, elevem-nos o ego, digam coisas giras...

...até porque o prémio para quem acertar é bem apetecível... olá se é!

Greves

A greve dos estudantes eu ainda suportei (mas talvez isso se deva ao facto de já não andar na universidade), a greve dos transportes chateou-me um bocadinho (anda uma pessoa a aderir ao "dia sem carros" para depois ser obrigada a aderir ao "dia sem transportes públicos por isso ‘bora lá todos levar o carro para o meio da cidade e provocar um mega-engarrafamento"... mas a greve do Blogger arreliou-me à brava. Não há direito! Toda a manhã com cadeados na ligação!! Foi mesmo reles... eu cheia de ideias para postes... (brilhantes e engraçadíssimas, como é óbvio)!
Cuméco mundá dir pá frente???

Juro que não fui eu

As Trutas continuam a ser visitadas por cibernautas iranianos (ou que, pelo menos, clicam em linques para o blogue das Trutas existentes em sites do Irão)*. Eu juro que, desta vez, não tenho absolutamente nada a ver com isso! Ou eu não me chame ﺼﻄﺶﻔﻈ ﺲﺬﺻﭗ !

*ide ver a listinha dos "Gajos que falam de nós"

quarta-feira, novembro 12, 2003

Acho incrível!

O nosso delirante (e hiper fácil) desafio foi lançado há já 20 minutos e ainda ninguém acertou!
E tão fácil que é...
Tão fácil...

Ah! Ah! Ah! Tão fácil!... Aaaaaah... aaaaah! Ah!... Ah!... Aaaaaah!... O mundo será nosso! [Gargalhadas estentóreas e tonitruantes, olhar esgazeado, mãos em garra, etc, etc...]

Ok, ok, menti!

Afinal ainda fiz mais este teste, que vi na Bomba ... não resisti!

You are Persphone-
You are Persephone, from "The Matrix."
Tough cookie, you are, yet there are strains of
sadness and desire that lie beneath you- of
course, you wouldn't want anyone to know.
You're too busy putting up a facade.


What Matrix Persona Are You?
brought to you by Quizilla

Hoje o dia não me está a correr muito bem... "Tough cookie"?! Moi??
Bem, pelo menos o meu Truto vai gostar de saber que eu sou parecida com a Persephone, a julgar pelas reacções primárias que ele teve durante os 5 minutos em que esta personagem apareceu (juntamente com o seu mega-super-wonderbra), neste último Matrix.

Testes de personalidade são coisa de sopeira

...sobretudo com estes resultados:

Personality Disorder Test Results
Paranoid |||||||||||||||| 70%
Schizoid |||||||||||||||||||| 82%
Schizotypal |||||||||||| 46%
Antisocial |||||||||||||||| 70%
Borderline |||||||||||||| 58%
Histrionic |||||||||||||||||||| 90%
Narcissistic |||||||||||||||| 70%
Avoidant |||||||||||| 46%
Dependent |||||||||||||||| 62%
Obsessive-Compulsive |||||||||||||||||||| 90%
Take Free Personality Disorder Test


que cena...
nunca mais faço estes testes!

terça-feira, novembro 11, 2003

Boue pó Puorto!

Já num maguentaba cum soudades, cuarago!

Pois é, métier oblige. Só volto no próximo domingo. Talvez consiga dar notícias antes ou talvez se livrem de mim por uma semanita, mais coisa menos coisa.

A vida é assim, feita de incertezas...

segunda-feira, novembro 10, 2003

Vida de detido

Parece que saiu esta notícia no Correio da Manhã, durante o fim de semana (e eu não vou confirmar porque continuo em greve de notícias, apesar de haver uns engraçadinhos que me enviam e-mails com conteúdo informativo e quando eu acabo de os ler... olha, era uma notícia, lá se foi a greve!):

"Foi a noite mais divertida que já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida ontem, durante o café da manhã, no Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária (EPPJ). Na mesma mesa, João Vale e Azevedo e José Braga Gonçalves, outros dos notáveis daquela prisão, assentiram e o riso foi geral.

Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas. Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".

Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.

De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas - "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" - Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.

No puede traducirse

DIFICULTADES DE LA TRADUCCION

más allá de vegetaciones
y palabras
mi solo argumento es este árbol
bajo su sombra
estoy conmigo

el follaje
el fulgor
se han conmovido
y no pueden traducirse

así somos nosotros
árbol tierra
ida vuelta
contigo estoy
es mi argumento
no puede traducirse


Edgar Bayley

Álvaro Cunhal faz hoje 90 anos.

É, mas não simplesmente, um homem

Não é o santo que alguns louvam nem o demónio que outros aborrecem, é, mas não simplesmente, um homem. Chama-se Álvaro Cunhal e o seu nome foi, durante anos, para muitos portugueses, sinónimo de uma certa esperança. Encarnou convicções a que guardou inabalável fidelidade, foi testemunha e agente dos tempos em que elas prosperaram, assistiu ao declínio dos conceitos, à dissolução dos juízos, à perversão das práticas. As memórias pessoais que se recusou a escrever talvez nos ajudassem a compreender melhor os fundamentos da raquítica árvore a cuja sombra se recolhem hoje os portugueses a comer os palavrosos farnéis com que julgam alimentar o espírito. Não leremos as memórias de Álvaro Cunhal e com essa falta teremos de nos conformar. E também não leremos o que, olhando desde este tempo em que estamos o tempo que passou, seria provavelmente o mais instrutivo de todos os documentos que poderiam sair da sua inteligência e das suas finas mãos de artista: uma reflexão sobre a grandeza e a decadência dos impérios, incluindo aqueles que construímos dentro de nós próprios, essas armações de ideias que nos mantêm o corpo levantado e que todos os dias nos pedem contas, mesmo quando nos negamos a prestá-las. Como se tivesse fechado uma porta e aberto outra, o ideólogo tornou-se autor de romances, o dirigente político retirado passou a guardar silêncio sobre os destinos prováveis e possíveis do partido de que foi, por muitos anos, contínua e quase solitária referência. Quer no plano nacional, quer no plano internacional, não duvido de que sejam de amargura as horas que vive o meu camarada Álvaro Cunhal. Não é o único, e ele o sabe. Algumas vezes o militante que sou não esteve de acordo com o secretário-geral que ele foi, e disse-lho. A esta distância, porém, já tudo parece esfumar-se, até as razões com que, sem resultado que se visse, nos pretendíamos convencer um ao outro. O mundo seguiu o seu caminho e deixou-nos para trás. Envelhecer é não ser preciso. Ainda precisávamos de Álvaro Cunhal quando ele se retirou. Agora, quando cumpre os seus noventa anos, talvez já não precisemos dele. Mas o que não conseguimos é iludir esta espécie de sentimento de orfandade que nos toma quando nele pensamos. Quando nele penso.

José Saramago, in Pública, 9 de Novembro de 2003

sábado, novembro 08, 2003

Savall! (Apeteceu-me.)


sexta-feira, novembro 07, 2003

Três dias sem televisão: balanço

So far, so good... os meus colegas de trabalho continuam a discutir problemas de trabalho, a operação triunfo, a bola e os ídolos. À noite nem tem custado muito... ontem tive um programa cultural, por isso não senti aquela estúpida necessidade de me sentar no sofá a ver um qualquer estúpido programa televisivo.

O meu Truto é que tentou, em vão, restabelecer uma ligação entre mim e a actualidade. Imaginem só o que o ele foi inventar: que no Jornal Nacional, da TVI, tinha dado uma notícia sobre as filmagens de uma novela, onde uma das actrizes mudou de personalidade e foi preciso chamar um padre para a moça ganhar tino novamente. Ah, e lembrou-se de acrescentar este (delicioso) pormenor: parece que, antes da tal "possessão" acontecer, o equipamento das filmagens foi todo à vida, estoirou, ou lá o que é que foi! Onde um truto chega, para voltar a poder discutir as notícias da actualidade com a sua truta...
Ainda dizem que as mulheres é que têm uma imaginação fértil...

P.S. Upsss, afinal parece que me enganei... ou então é o AdC que também me está a tentar engrupir! Mas eu resistirei!!

Pois é...

Da próxima vez que ouvir uma daquelas argumentações inteligentes de que se os estudantes podem pagar os copos, porque é que não querem pagar as propinas, remeterei o inteligente papagaio para este post.

Muito obrigado pelo serviço. Gratuito, ainda por cima.

Laerte
Laerte é um dos meus cartoonistas preferidos. Este brasileiro criou, e continua a criar, inúmeras personagens. Mas o casal Gato e Gata é do melhor! Aqui estão duas tiras:



Perda de espaço

Infelizmente para a liberdade de expressão, o blogue assim chamado não tem o equivalente aos nossos salmonetes, portanto vou ter de deixar aqui uma breve resposta à breve resposta ao Crítico que lá encontrei. Estes textos assim apresentados sob este pendão particular fascinam-me... na melhor linha G.W.Bush, embora mais palavroso.

Pois bem:

Defender a democracia não pode significar impô-la - assumindo que é esse o objectivo, porque neste momento só acredita nisso quem quer - dizia eu, impô-la pela força num país e numa cultura autónomos e muito mais distantes do que possam parecer: isso significa que antes de ser implantada a democracia já está mumificada, donde, morta. O que, pensando bem, para regimes-fantoche não deixa de ser uma vantagem...

É absolutamente kafkiano que se clame que defender o direito à vida é pegar em armas para a atacar - e em nome de interesses estratégicos e económicos, como tem estado à vista de toda a gente menos dos tenrinhos que se deliciam com as reposições do MacGyver na SICRadical.

A Ciência Política não deveria ser incompatível com o humanismo, isto, claro, se se encarar a política como um serviço e não como proveito. Mas pelos visto é mais fácil esbugalhar os olhos e balir. Se a Ciência Política é isto, então não percebo por que se espantam com a triste evolução deste mundo. Bali, carneiros, bali. Graças aos vossos arrogantes balidos, os cordeiros inocentes continuam a ser sacrificados no altar do deus-poder, do deus-dinheiro, do deus-guerra, do deus-mentira.

Dormi tranquilos com as vossas consciências de defensores da vida... E continuai a balir, até que chegue a vossa vez de entrar no ensopado.

Este teste é interessante.
Aqui posto, a quem possa interessar, os meus resultados. Os de hoje, claro! É que estamos sempre em mudança...
(Embora haja aqui aspectos que nunca vão mudar...)

The Big Five Personality Test
Extroverted|||||||||||||| 54%
Introverted |||||||||||| 46%
Friendly |||||||||||||||| 62%
Aggressive |||||||||| 38%
Orderly |||||||||||||| 60%
Disorderly |||||||||| 40%
Relaxed |||||||||||||| 52%
Emotional||||||||||||48%
Intellectual |||||||||||||||| 62%
Practical |||||||||| 38%
Take Free Big 5 Personality Test

Visitantes da semana - os espertalhões e os porcalhões

O meu Truto tem uma teoria: cerca de 90% do tráfego da internet é constituído por pornografia. Ao analisar as pesquisas que desembocaram no nosso blogue, feitas em diversos motores de busca, verificamos que isso é mesmo verdade! Repare-se no que os visitantes desta semana procuravam:
- cuecas string
- massamá sexual 30 anos
- meninas de bragança
- trasero do meninas
- vedetas portuguesas nuas
- fotografias de paneleiros
- foto de mulheres distraidas nuas
- manga sexo sadomasoquismo


e, como estamos em Portugal, chegaram até nós cibernautas que procuravam:
- descodificar tv cabo portugal
- carregamentos de graça para telemoveis

quinta-feira, novembro 06, 2003

Eis-me

Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce a escada do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente


Sophia, 84 anos, hoje. Parabéns.

Caros gregos II

"A Irmandade Pitagórica revigorou a Matemática com a sua zelosa procura da verdade através da prova. As notícias do seu êxito espalharam-se, mas os pormenores das suas descobertas permaneciam um segredo bem guardado. Muitos requeriam a admissão ao santuário recôndito do conhecimento, mas só as mentes mais brilhantes eram aceites. Um dos que foram reprovados foi um candidato chamado Cylon. Cylon não levou a bem a sua rejeição humilhante e, vinte anos mais tarde, preparou a sua vingança.

Durante a sexagésima sétima olimpíada (510 a.C.) houve uma revolta na cidade vizinha de Sybaris. Telys, o chefe vitorioso da revolta, iniciou uma campanha bárbara de perseguição aos apoiantes do anterior governo, o que levou muitos a pedir santuário em Croton. Telys exigiu que os traidores regressassem a casa para sofrer o devido castigo, mas Milo e Pitágoras persuadiram os cidadãos a resistir ao tirano e proteger os refugiados. Telys ficou furioso e mobilizou imediatamente um exército de 300 000 homens, marchando sobre Croton, onde Milo defendeu a cidade com 100 000 cidadãos armados. Depois de setenta dias de batalha, a suprema chefia de Milo levou-os à vitória (...)

Apesar do fim da guerra, a cidade de Croton estava ainda perturbada devido a discussões sobre o que fazer com os espólios da guerra. Receosos de que as terras fossem dadas à elite pitagórica, muitos em Croton começaram a protestar. Havia já crescentes ressentimentos entre as massas, devido ao facto da Irmandade continuar a guardar os seus segredos, mas sem consequências até que Cylon se destacou como a voz do povo. Aproveitou o medo, paranóia e inveja da multidão e chefiou-a na missão de destruir a mais brilhante escola de Matemática que o mundo jamais viu. A casa de Milo e a escola anexa foram cercadas, todas as portas fechadas e entaipadas para evitar a fuga e depois foi-lhes lançado fogo. Milo lutou e conseguiu fugir ao inferno, mas Pitágoras, com muitos dos seus discípulos, foi morto.

A Matemática perdeu assim o seu primeiro herói, mas o espírito pitagórico sobreviveu. Os números e as suas verdades eram imortais. Pitágoras tinha demonstrado que, mais do que qualquer outra disciplina, a Matemática é um assunto que não é subjectivo. Os seus discípulos não tinham de decidir sobre a validade de uma teoria particular. A verdade de uma teoria era independente da opinião. Em vez disso, a construção da lógica matemática tinha-se tornado o árbitro da verdade. Esta foi a maior contribuição dos pitagóricos à civilização - uma forma de alcançar a verdade que não depende da falibilidade do julgamento humano.

(...)"

in A Solução do Último Teorema de Fermat, de Brian Singh

Aconselho vivamente este livro, como podem calcular... entre outras coisas, relembra-me que dos gregos até hoje pouco mudou, a barbárie e a ignorância continuam a imperar, a mediocridade e a inveja dominam. Mas antes de Pitágoras e depois dele, muitos foram os que não desistiram do mundo, da vida e das gentes. Graças a eles temos candeias que nos alumiam quando anoitece.

Balanço de um dia e meio sem televisão nem jornais

Afinal nem está a custar muito!
Ontem de manhã tive de mudar a "home page" desta traquitana. Por sorte, fui mais rápida e ágil que a ligação da netcabo (sim, é possível!) e não cheguei a ler o que o "Público on line" tinha para me dizer. Também já apaguei os bookmarks que tinha devidamente organizados numa pastinha chamada "Notícias". Deixei a pastinha vazia, só pelo gozo.
Ontem ao almoço ninguém falou de actualidades, por isso não me senti perdida. Falou-se muito da Operação Triunfo, dos Ídolos, da bola, tudo coisas a que eu já não ligava nenhuma.
À noite li, conversei com a família e deitei-me mais cedo. Soube-me mesmo bem!

Hoje de manhã senti-me tentada a espreitar as primeiras páginas dos jornais, confesso... (shame on me!). Vou fazer um sério esforço para que isso não volte a acontecer... só daqui a uma semana, quando eu já não perceber nada do que se passa no país! Nessa altura até vai ser giro olhar para aquelas parangonas, como as do 24 Horas, que já deixam o pessoal todo à nora até se ler a respectiva notícia (que nada tem a ver com a dita parangona, claro!).

Estou mesmo contente com esta minha decisão!

Paciência!

NOITE, O QUE É?, 976423. É ter insónias mas não cheias de estilo, como as do Francisco.
Paciência! De momento, é o que se arranja.

quarta-feira, novembro 05, 2003

Chego-me à janela...

...do outro lado da rua está um T2 para alugar. Uma amiga interessada anota o contacto. Diálogo telefónico:

Amiga: Bom dia, gostaria de saber por que valor pretende alugar as três assoalhadas da rua tal e coisa.

Senhorio: 850 euros.

Amiga: A sério? Não acha que está a pedir demais? Por mais trinta contitos alugava o Panteão Nacional, sempre é mais espaçoso e eu estou a precisar de uma divisão para o computador e para a tábua de passar a ferro...

Ó Senhor Crítico...

... para a próxima, crie um passatempo mais difícil!!

A resposta é Schütz, Auferstehungs-Historie!
Trata-se da María Cristina Kiehr, que canta o solo para soprano Meine Seele erhebt den Herren, acompanhada pelo Concerto Vocale. É um cd da Harmonia Mundi, saído em 1989.

Agora, o que tem tudo isto a ver com o Brüggen? Essa é, de facto, a parte difícil!!

terça-feira, novembro 04, 2003

Acabou-se!

Pronto, está decidido. Nunca mais vou ver televisão!
Ontem à noite, ao levantar os olhos do pratinho de fusillis com legumes que estava a deglutir, deparei com a seguinte imagem: umas pessoas, num estádio de futebol, a cair desamparadas de uma altura enorme, a estatelarem-se cá em baixo. Assim, sem mais! Sem aviso de que as imagens tinham conteúdo chocante, não aconselhável a pessoas impressionáveis. Nada. Isto no Jornal da Noite, da SIC, eram oito e meia da noite. Mal disposta, pego apressadamente no telecomando da televisão e carrego num botão ao calhas. Azar dos azares, tinha acabado de mudar para a TVI. Um estropiado cheio de sangue entra-me pela casa adentro. Horrorizada, volto a carregar num botão qualquer, aparece-me o Justin Timberlake à frente... foi a gota de água!

Para mim chega, acabou-se. Não vejo mais televisão! Nunca mais!
Aproveito também para deixar de ler jornais e blogues com conteúdo informativo. Só quando já estiver tão desactualizada que não perceba nada do que dizem...
Renuncio já, aqui, publicamente, ao meu direito a ser informada da realidade em que vivo. O conhecimento só me estorva! Quero ser uma pessoa feliz! Quero ter total liberdade para sonhar que vivo num mundo lindo e cor-de-rosa.

A partir de hoje vou andar muito mais bem disposta, vão ver!

Coisa mais linda!

Gracias señor

Gracias señor
por hacerme débil
loco
infantil
Gracias por estas cárceles
que me liberan
Por el dolor que conmigo empezó
y no cesa
Gracias por toda mi fragilidad tan flexible
Como tu arco
Señor Amor


Raúl Gómez Jattin

Uma ideia luminosa!

Que boa ideia a minha a de ouvir, neste dia tão cinzento, as Vésperas de Rosenmüller! Uma obra solar cantada por vozes luminosas! Altamente recomendável no Outono. Vá, tudo a correr para ir pôr o cd a tocar! Façam a experiência, a ver se não tenho razão. Deixem a luz entrar!

O quê? Não têm? Pronto, aí vai: Rosenmüller, Vespro della Beata Vergine (Venezia c.1670-80), Cantus Cölln, Concerto Palatino, dir.: Konrad Junghänel, Harmonia Mundi, 1996.