Como te invejo o langor dos dias longos, das tardes infinitas... A liberdade assim tão desnudada atrai a mesquinhice alheia... Essa que esconde a admiração secreta e o desejo. Mas, principalmente, invejo esse teu sorriso, esse teu olhar cerrado na tua própria concupiscência e, ao mesmo tempo, tão simples e puramente singelo. Como um rotineiro acordar pela manhã, espreguiçando um sonho delicioso... Sinto falta de manhãs assim.
