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quarta-feira, março 31, 2004

TSF, retrato de uma decadência

Um amigo em choque disse-me hoje que a TSF já passa canções dos Anjos. Está declarada a morte cerebral. Se bem que os maninhos sempre cantam um bocadinho melhor que o João Pedro Pais.

Ainda temos 8 - OITO!!! - bilhetes para oferecer

... e que nervos isto nos está a dar!

ADENDA: Continuamos com 8 bilhetes para oferecer. Precisamos de começar a pedir dinheiro por eles, para perceberem que vale mesmo a pena e que se trata de uma coisa com qualidade? A oferta termina às 19.30.

SALDOS · REBAJAS · SOLDES · SALE · SALDI · REDUZIERT

As Trutas, na sua imarcescível magnanimidade e infinita bondade, vêm por este meio oferecer dez bilhetes para o ensaio geral da Paixão Segundo S. João, de J.S.Bach, hoje, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 20.00h.
Uma vez que só podemos disponibilizar 10 bilhetes mas não queremos assistir a atropelos e agressões entre todos os que ansiavam desesperadamente por esta oportunidade, as Trutas acharam por bem oferecer dois bilhetes a cada uma das primeiras cinco pessoas que aqui deixarem um salmonete.

Sim, é mesmo verdade! Não terão de responder a quízes manhosos nem adivinhar a cor favorita de cada uma das Trutas. Basta apenas que deixem um salmonete NESTE POSTE dizendo:
- que gostavam muito de ir ao ensaio geral;
- a razão pela qual este será o dia mais feliz das vossas vidas (ok, esta é facultativa);
- se querem mesmo os dois bilhete ou apenas um, caso em que esta experiência única será concedida a mais do que cinco pessoas;
- o nome com o qual pretendem levantar os bilhetes na bilheteira da Fundação Calouste Gulbenkian, entre as 19h e as 20h. Se preferirem não divulgar esse dado, podem enviar um e-mail para as Trutas (o endereço encontra-se na coluna do lado esquerdo do templeite).

ADENDAS DA VERMELHA:

ADENDA 1: Como não temos a certeza de a bilheteira estar aberta, os bilhetes estarão, a partir das 18h, na portaria, logo à entrada, na posse do segurança que costuma estar atrás de uma mesinha em PVC, com cara de mau.

ADENDA 2: Não se deixem levar pelo número de salmonetes... isto é malta que gosta muito de conversar, mas pedir bilhetes, 'tá quieto. Portanto, se depararem com o cenário habitual (ou seja, 1423 salmonetes apensos a este poste, mais coisa menos coisa), tentem a vossa sorte, mesmo assim...

terça-feira, março 30, 2004

Alerta!!!


... roubado ao Grão de Areia.

El paso del tiempo

Un amigo, cuando cumple años
por vigesimoséptima vez.

Apoyado contra la pared blanca de la cocina observa
un fruto en proceso de descomposición.
No es su olor lo que lo alerta, ni su consistencia:
bajo una campana de vidrio
son sus tonalidades, cada día más fuertes, más oscuras,
las que le manifiestan el paso del tiempo.
Se pregunta qué es lo que lo mantiene expectante
ante el espectáculo de la putrefacción y,
Narciso, hasta llega a pensar
en la imagen que de sí le devuelve el fruto:
sombras violáceas bajo la circunferencia de los ojos,
verdes apagados sobre la tez que no toca el sol,
sin llegar a comprender que la hipnosis no proviene
de la ciencia ni de la psicología elemental:
apoyado contra la pared blanca de la cocina
disfruta de las coloraturas cambiantes
que la naturaleza le ofrece como un don.

Martín Prieto

Les Triplettes de Belleville



Quem apanhou o post em que eu falava do Finding Nemo, sabe que me apaixonei perdidamente pelos peixes palhaços e os tubarões assassinos em recuperação anónima. Pois digo-vos agora, amigos: O ÓSCAR FOI MAL ENTREGUE. Este filme é maravilhoso, é a herança de Tati na animação, o texto é o que importa menos, as personagens são humanas, solitárias e solidárias, a alegria e a felicidade resistem a tudo, mesmo à miséria e ao esquecimento, a beleza estética é embasbacante. O simbolismo também. Penso que todos nós conhecemos uma Madame Souza como aquela, silenciosa, preocupada, disponível, desapegada, com o indispensável buçozinho português e uma perplexidade constante. Champion, o seu neto com nome de cão, misantropo e esfíngico, sonhando de pequenino com a bicicleta que acompanha os pais na fotografia colada na parede. Bruno, o cão com nome de gente, oráculo silencioso de sonhos e premonições. As velhas triplettes e a sua música concreta, as suas peles e rugas, a sua feliz excentricidade e os seus pobres sapos. Os homens quadrados e grandes que suportam e transportam os pequeninos ridículos poderosos mafiosos fumadores de charutos e abatedores de cavalos. E a hiperbólica e subserviente flexibilidade do garçon do restaurante. E a música. E a perspectiva alargada e deformada. Uma obra-prima. Uma obra de arte em todo o seu esplendor.



Vão lá encantar-se. E não saiam antes do final dos créditos, é um conselho que vos dou.

Jantar das Trutas Reloaded


O regresso a casa (ou o que eu me lembro dele)


A emocionante perseguição policial de que as Trutas foram alvo - felizmente, a argúcia e agilidade da Azul ao volante conseguiram despistar os nossos perseguidores.

Fotografias de Laranja

segunda-feira, março 29, 2004

Segunda-Feira de manhã...



[suspiro!]

domingo, março 28, 2004

Portogofone

Seis espectáculos em três dias.

Despertar da Primavera, de Wedekind, no TeCa. Uma visão de Nuno Cardoso de um texto pré-freudiano [meia-dúza de anos depois deve ter sido um autêntico bom-bom para o nosso Segismundo, aliás, já que o antecipou admiravelmente], uma adolescência que continua viva, reprimida, ignorada, fábrica de caminhos, de pessoas e de monstros. Eu era apenas um bébé quando nasci! Uma rapariga de quatorze anos que não percebe muito bem como é que engravida e que morre ali à nossa frente às mãos de uma fazedora de anjos. Quantas morreram em Portugal pelas mesmas razões enquanto me sentei no auditório e assisti ao nosso retrato, imutável por cem anos? Quantos anjos se fizeram enquanto me deliciei com um espectáculo cheio de beleza, com um elenco jovem e cheio de talento, com uma sala cheia de canalha de pé, aplaudindo? Este espectáculo tem de vir a Lisboa, tem de percorrer o país. Este espectáculo é belíssimo e urgente. Como a sexualidade. Como a adolescência.

Escrever, falar, de Jacinto Lucas Pires, no Rivoli. O texto no espaço. As palavras que são nossas mas que dizemos como se fossem de outros. Que palavras conseguimos dizer, que palavras conseguimos escutar, até onde agentamos antes de gritar, desnecessariamente? Digamos que o homem entra num lugar como este, pára e senta-se... digamos que um outro homem, portanto, já temos dois homens.Matei a minha mulher porque ela tinha um amante, desculpe, como disse?, nada, nada, e a sua Clara?, no Parque da Cidade, sozinha e eu sem coragem de lhe falar, mas um dia vou, um dia vou... digamos que.

Retrato de Nós, no São João, leituras encenadas por António Durães. O jantar de Sttau Monteiro desenhou-nos no prato há quarenta anos. Digamos que o Super Pop já não é o que era e o reflexo continua lá.

Um Hamlet a Mais, no São João, Ricardo Pais, naturalmente. Shakespeare e o negro príncipe da Dinamarca, Ofélia e Gertrude, a mulher e o seu duplo, a luta como coreografia, a esgrima como modo de vida, a plasticidade, a luz, o som, a reinterpretação e a procura, a inquietação, a fronteira entre a luz e a sombra, entre a liberdade e a clausura. As cumplicidades. Não deves confiar em nós, somos pessoas instáveis. No D. Maria II, brevemente.

Tudo isto é fado, recital de Luísa Cruz e Jeff Cohen. A cereja no topo do bolo. As imagens do fado projectadas nas mãos de Jeff Cohen, as palavras do fado na voz e no corpo de Luísa Cruz, o nobre São João e o seu público fizeram sombra à mais castiça casa de Alfama e os poetas ocuparam os lugares que não se vêem e deixaram-se levar na corrente, como nós todos. Esperamos o cd. O fado espera o cd que há-de vir. Ah, garganta linda!!!

Aguantar, de Nuno Carinhas, no Rivoli. Hoje foi dia de Frida Kahlo, ou seja, de luta, sofrimento, auto-reconhecimento e beleza. Vim ao Porto alimentar-me. Morra Marta, morra farta!

Todas as cidades de teatro são pólos de uma cosmogonia de muitas cidades outras e das suas línguas. Fazer teatro é pertencer naturalmente a uma nação plural e infinita. E sobreviver nessa nação é um imperativo ético para quem tem consciência exacta da sua dimensão. Cosmopolita não é o que mimetiza as grandezas dos outros, mas o que aceita o desafio de deixar-se sobressaltar por essas grandezas.
Ricardo Pais, 1999

sexta-feira, março 26, 2004

Tcharaaaaaaan!... Tutti Trutti!

And now, for something completely different...



Fotografia de Laranja

Natureza morta com colar

seria o título desta composição, se eu tivesse conseguido apanhar o bife que jazia no prato do Manel. Ou se as Trutas tivessem pedido fruta para a sobremesa... mas não! Preferiram bolos, imagine-se! E assim se arruina uma ideia genial para o título de uma obra...

Trutazalarves



Fotografias do jantar das Trutas - parte seconda.

quinta-feira, março 25, 2004

Alegria e festa (leia-se: comida e bebida da boa)! Ah, e Trutas, claro!



Fotografias do jantar das Trutas - parte prima.

Petição

Corremos, neste momento, o risco de vir a ser aplicada às bibliotecas de todo tipo uma taxa a pagar às editoras pelo empréstimo de livros. É surreal. É estúpido. É mais uma barreira no acesso à educação, à cultura, à investigação, à evolução. Será grave em qualquer país da UE, em Portugal será uma catástrofe. Vão lá e façam o que acharem que têm a fazer.

quarta-feira, março 24, 2004

Brevemente, mesmo muito brevemente, aqui, fotografias do jantar das Trutas

Ainda me encontro em período de contemplação, sem conseguir partilhá-las com a blogosfera.

(leia-se: ficaram todas escuras, estou a tentar recuperá-las)

terça-feira, março 23, 2004

Para P.

Aqui estou, novamente. Outro quarto, outra ala, já poucas me falta conhecer. Escolhi a vida que levo, que outra vida poderia querer quem sempre sonhou ser saltimbanco, jogral de filosofias, actor de palco pela vida fora? Tenho duas casas. A minha casa é verdade. Sobre a outra, a casa do mundo, sinto-me pairando, nunca ficando. E no entanto sei que a minha casa não é minha, só tudo o resto me pertence. O resto onde sinto que não fico.

Na minha casa estás tu. A minha casa é nossa. Mas a nossa casa não é nossa. Só o resto. Por isso pairo sobre esta cama, frente a esta janela com vista para uma janela com vista para esta janela. Porque à janela tu não estás e a cama não tem nem terá o teu cheiro e na ausência do teu cheiro se esvai a realidade destes lençóis. E no entanto dormirei. Ou pairarei sobre o sono, noutra noite sem a cadência do teu coração.

E a possibilidade da vida pairante é sorridente e leve, assim como as memórias que guardo dela. Simpáticas, posso dizê-lo. E sabê-las presentes dentro de mim é tudo aquilo de que este tronco precisa para saber que pode aguentar o risco de contigo querer partilhar raízes e solo.

Pairarei sobre o sono. Sem a cadência do teu coração.

Ser corajoso

Eu já nem consigo dizer que é preocupante a incapacidade que o ser humano tem de aprender com a história, que é desesperante a incapacidade que cada um de nós tem de olhar para dentro para daí poder olhar para fora com menos preconceito, começo a sentir-me a Dori, do Finding Nemo: se não tivesse memória do que tenho visto neste mundo talvez houvesse desculpa para continuar a repetir ad infinitum algo que ao longo dos séculos tem sido pregado por mentes bem mais clarividentes que a minha. Mas é também a memória do que tenho visto neste mundo que me devolve esperança de que, por um estranho capricho da natureza, ao comer o peixe haja quem incorpore o sermão. E com a esperança regressa a preocupação. E fecha-se o círculo. Por isso acabo por regressar sempre a estes temas, por isso continuo convicto de que a política - o serviço à "polis", à "cidade", e a cidade é feita de gente - ainda faz sentido. Que a democracia e a liberdade terão sempre neste campo a batalha final, embora apenas algumas das que a precedem.

E uma deprimente ofensiva-defensiva está em acção. Como bem aponta Eduardo Prado Coelho no Público de hoje,
existe uma moralização do debate que parece querer impor uma só posição possível: quem não esteja hoje com Bush só pode ser um cobarde, um pusilânime, um membro de uma sociedade corrompida, um indivíduo falho de carácter, um representante de uma esquerda "oportunista e amolecida". Donde, ou se é pró-Bush, ou nem sequer se merece existir, acrescido de uma despolitização do debate em nome da guerra: partindo daquele princípio de que "em tempo de guerra não se limpam armas", alguns pretendem defender que "em tempo de guerra não se faz política".

Eu continuarei a debater com quem estiver interessado em conversar e não em bombardear o inimigo. Continuarei a manifestar-me enquanto for necessário. Continuarei a repetir, para quem me quiser ouvir, que olho por olho e o mundo acabará cego.

E a subrescrever por inteiro o certeiro final da coluna de EPC: Mas se, para combatermos o inimigo, eliminamos o que o inimigo quer combater em nós, não estaremos a dar-lhe a vitória pelo mais perverso dos caminhos?
Até lá chegarmos, continuaremos a ver Pacheco Pereira no seu escritório, José António Lima na redacção do seu jornal, Maria João Avillez nos estúdios da SIC ou Helena Matos enquanto vai buscar as crianças à escola a proclamarem: "É a guerra! É a guerra!" E acharem que isto é que é ser corajoso.

Brevemente, aqui, fotografias do jantar das Trutas


segunda-feira, março 22, 2004

Este gato é um manancial de boas ideias



Prova ou Porque há filmes que pura e simplesmente não tenho curiosidade de ir ver

Um Deus provado deixaria de ser Deus, pois excederia em nada a capacidade da nossa lógica.

Agostinho da Silva (1906-1994), Reflexões, Aforismos e Paradoxos, n.º254

domingo, março 21, 2004

Se eu me evaporasse

Pudiera evaporarme

mil gotas iridiscentes
llenando el aire

tu respiración tranquila
secreto pensamiento del abrazo
mañana verde
ah
la incierta llama
de lo posible
y no


Nadia Zimerman (n. 1973)

sábado, março 20, 2004

Desta vez foi a Laranja

E não é que demos mais uma ideia ao Inimigo Público? Vão lá ver, se não estão lá fotos das Lajes com o Durão disfarçado com bigodes e derivados. Ó Trutas, o BAL é que tem razão, podíamos estar a fazer um dinheirão com isto!

A verdade contra a guerra

Não sei quantos éramos, mas estávamos lá muitos. Uma participação inesperada arrancou sorrisos e aplausos: no telhado do condomínio de luxo em construção entre a António Maria Cardoso e a Rua do Alecrim, meia-dúzia de operários empunharam cartazes à passagem da manif, com slogans como "Paz e trabalho" [trabalho, nããã, esta gente que gosta de manifs só dança na rua e fuma ganzas, a mim não me enganam eles!]. Também nós levávamos cartazes, megafones, bombos e esperança. Com slogans mais ou menos bem apanhados, que assim todos juntos não se torna muito prático um discurso politico-filosófico sobre os princípios de vida, humanidade, paz, democracia, justiça e inteligência pelos quais ali gritámos. Pela Terra, pela verdade, pela liberdade, pelo fim da manipulação em nome de interesses particulares, em nome do poder deles, do mundo deles. Sim, a guerra é deles, mas os mortos são nossos. Não, não morreu nenhum português, como na blogosfera jocosamente se perguntou, mas a resposta à sua mediocridade está na própria pergunta, nem merece a pena dizer mais nada. E depois a ATTAC e outros movimentos similares é que são "anti-globalização".

Não sei quantos éramos. Mas estivémos lá. E estaremos enquanto for necessário. Nem que nos atirem aos cornos com as poltronas já cavadas.

Oh, nããão! Outro Giotto! ou Trutas, deixem-me sozinha, deixem...


Madalena aos pés de Cristo (um tema que me é particularmente caro),
pormenor de Lamentação (c.1303-05), de Giotto.

sexta-feira, março 19, 2004

Ora bem...

El compromiso

Una de las cosas que sucede con nuestro modelo
de participación ciudadana es que la gente está cada vez más convencida de que
mirando los acontecimientos
en la pantalla chica se compromete más que el que
no ha visto nada.
Que se piense de este modo es una perversión que los dueños de los medios
alimentan con el propósito de que
la gente se ocupe más de lo que ocurre en la pantalla
que de lo que ocurre en la realidad.


Juan Calzadilla

quinta-feira, março 18, 2004

Ironia

El árbol aquél


En el paraíso terrenal
estaba el árbol de la vida.

No había pecado,
no había muerte.

Sus hojas no se caían,
no se marchitaban.

Yo creo
que ese árbol
era de plástico.



in Saq'irisanik/Cielo amarillo, do poeta maia-quiché Humberto Ak'abal

Giotto, 1267? - 1334

(Nascimento da Virgem e Abraço na Porta Dourada)

quarta-feira, março 17, 2004

A LUNA voltou!!
(E desta vez pode ser ouvida de Norte a Sul!)

Rádio Experimental na Net. Clicar em "A LunaExperimental".
Publicidade à entrada, mas segue música de qualidade sem mais publicidade. Parece que é preciso um programa qualquer para se ouvir audio streaming.


Texto copiado do Crítico, porque os permanent links dele não funcionam.

Isto é que é uma depressão que vale a pena!




O filme é uma pérola. A figura em questão é extraordinária. Paul Giamatti, que é este senhor com um olhar psicopata, é assombroso na composição que faz de Harvey Pekar - sobretudo considerando que o autêntico está presente ao longo do filme e parece inimitável. Uma experiência a repetir.

E não me sai da cabeça a frase de Pekar [o original] para David Letterman quando este o gozava em directo na televisão pela última vez: Go ahead, have a laugh! It's your world, anyway, I just live in it. Assim, directo no estômago, para quem quiser pensar.

As coisas que uma pessoa aprende a ler revistas que encontra no bar dos artistas do Coliseu dos Recreios de Lisboa ou Por que é que as revistas femininas são tão imbecis?

Vai fazer anos de casada?

Se está prestes a comemorar mais um aniversário de casamento, não deixe passar a data em branco. Neste artigo, poderá encontrar formas originais de surpreender a cara-metade.

- Diga-lhe que costuma espreitá-lo pela fechadura da porta e deixe transparecer que também gostava que ele o fizesse. Verá como é aliciante pensar que ele pode estar a observá-la a qualquer momento.

- Ate-lhe as mãos e peça-lhe que ate também as suas. A nossa sugestão é que façam amor sem se tocar.

- Peça-lhe que a vá buscar ao emprego e convide-o a entrar. Feche a porta da sala e pratique sexo, sempre na iminência de serem descobertos por alguém.

- Envie-lhe mensagens eróticas, de 20 em 20 minutos, para o telemóvel. No final da tarde, convide-o para tomarem um copo.

in
Mulher Moderna (não sei de que mês, não prestei atenção.)

terça-feira, março 16, 2004

Terrorismo político

Não me canso de divulgar opiniões que me parecem calmas e perspicazes. A vez a Os dias depois.

Tão perigoso como o fundamentalismo islâmico é o fundamentalismo cristão quando inventa guerras assentes em mentiras. A espiral do ódio para que estamos a ser conduzidos tem de ser travada por alguém. Democraticamente. Foi o que começou a fazer o povo espanhol. Por cá, os arautos dos pajens de Washington que temos actualmente no poder, aperceberam-se de repente que a seguir pode ser aqui. Sobressaltados com os resultados das eleições em Espanha lançaram-se, portanto, numa escalada de terrorismo verbal. O que eles, os nossos rambos (como são chamados, e bem, no Glória Fácil) pretendem dizer-nos é: se amanhã não votarem no poder instalado estareis, vós todos também, portugueses, a apoiar o terrorismo. É uma mensagem infame. É a ameaça velada de quem, no fundo, gostaria de poder decretar o pensamento único. E já agora, porque não?, o partido único.

Há um ano...





... nos Açores, o ocidente mostrava ao mundo que a guerra não é entre povos, mas sim entre líderes fanáticos, cegos e surdos, de um e de outro lado. O Boss assinalou, há dois dias, a efeméride.

Ó Vermelha, ó Vermelha!

Não sei como é que ele a conseguiu, mas olha para isto:

Geniais, estes tipos! Como sempre!

Depois de tanto chorar, só eu sei como precisava de me rir de tudo isto...
É uma espécie de exorcismo do medo.

Tão querido, o Tiago...

segunda-feira, março 15, 2004

Lição de hoje

Nunca confiar num homem com bigode.


Não se pode lançar uma guerra por acaso, não se pode fazer uma guerra com base em mentiras.
José Luís Zapatero

Esperemos que nunca se esqueça do que está hoje a dizer.

Já começou

Para os fanáticos cá deste lado, foram os fanáticos do lado de lá que ganharam as eleições espanholas. A maré negra na Galiza nunca existiu, o governo do PP nunca tentou manipular informação e eleitores, não, e o pós-11 de Março teve como desmérito branquear a ETA (esta é muito boa) e mostrar aos terroristas que podem interferir em resultados eleitorais. Pobre gente, que nem consegue reconhecer a democracia e a cidadania em acção. Compreendo cada vez melhor por que razão o ciclo vicioso da intolerância, da soberba e do terrorismo é tão difícil de quebrar: um fanático não deixa facilmente convencer-se de que o é, lute por que deus lutar.

Para mais desenvolvimentos, aconselho uma visitinha aqui e, como sempre, aqui.

O Manel enganou-se, hoje é que o blogue das Trutas faz 6 meses...

... o que significa: mais um dia de festejos!! Mais um dia a comer bolos!!!
(Dá sempre jeito começar a festejar com um dia de antecedência! Isto não foi nada inocente, pois não, Manel?)


Barroso, põe os olhos nisto!

Zapatero: soldados espanhóis vão sair do Iraque

O novo primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, reafirmou hoje que vai mandar regressar as tropas espanholas do Iraque se não houver "novidades" na situação interna daquele país até ao dia 30 Junho, data prevista para a transferência de soberania. Zapatero considera que "a guerra no Iraque é um desastre. A ocupação é um desastre".


PÚBLICO.PT

domingo, março 14, 2004

Chumbo eleitoral em Espanha

Para que os donos do poder compreendam que a mentira também tem consequências. Ganha a democracia. Pena que tenha sido à custa de tantas vidas.

Olha...

... já passaram seis meses!



E tudo era possível

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio e era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder de uma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível e era só querer


Ruy Belo

sábado, março 13, 2004

Poder de síntese
(Excelentes cartoons.)

LA RAZÓN

Reboredo e Sañudo:


Caín:



DIARI SEGRE

Ermengol:



DIARIO DE ALCALÁ

Malagón:



LA VANGUARDIA

Ventura e Coromina:



Título e alguns dos cartoons assumidamente "roubados" ao excelente blogue (de um excelente escritor) Orsai! Te molesta, gordito? ;-)

É só querer aprender... ou relembrar.

E os espanhóis na Calle Génova, um ano depois de terem gritado não! à guerra, mostram-nos que afinal não somos completamente impotentes.

...

A GUERRA «PREVENTIVA» DE BUSH NA VELHA EUROPA, comentário de J.Silva no Barnabé

Reproduzo-o aqui porque está nele um resumo do que inconsequentemente têm lançado para a roleta os donos deste nosso mundo democrático. Espero que sejam estes os últimos estertores da mentalidade servilista, imperialista, classista, hipócrita, surda, muda e criminosa que tem comandado este triste ocidente nos últimos anos. Porque se não são, temo que sejam o início de algo bem tenebroso. Os espanhóis nos darão algumas respostas, no domingo. O PP merecia uma derrota claríssima nas urnas, nem tanto pela sua responsabilidade moral no caso de estarmos face - como cada vez mais parece que é o caso - a uma acção da Al-Quaeda, antes pela vergonhosa actuação no pós 11 de Março. A ver vamos.


Segue o texto do J.Silva, que infelizmente não tem homepage.

As petrolíferas norte-americanas, para desalojarem do Iraque as empresas concorrentes francesas, alemãs e russas mataram mais de 40 mil mouros iraquianos, fazendo descer abruptamente o preço da Vida Humana.
Os familiares e amigos dos 40 mil mouros mortos no Iraque retaliaram em Madrid – a guerra já está na Velha Europa!!!
Nos Açores, os Agentes Funerários GW Bush, Blair, Aznar e Durão Barroso proclamaram ao Mundo o fim do Direito Internacional e o início de uma nova era de Lei da Selva – aí a têm agora em Madrid!!!!!!!!!!
A primeira consequência da guerra é o Funeral – aí os têm , a face mais verdadeira da guerra!!!
Convém não esquecer a deputada Maria Elisa do PSD que afirmou que o Direito Internacional nem sempre deve ser respeitado – aqueles tipos que puseram as bombas em Madrid deram-lhe ouvidos.
O mais trágico é que muitos dos que morreram em Madrid eram contra a guerra «preventiva» de Bush, Blair e Aznar!!!

sexta-feira, março 12, 2004

Deposição ou Lamentação sobre Cristo morto, Pontormo, século XVI

Luto


Imagem de PortoCroft.

Acabo de receber este e-mail

Hola:
Me han llegado estas fotos. Por lo menos que circulen.

"Hola. Una amiga del M. del Interior me ha pasado estas fotos de los "angelitos" de lo de esta mañana. Por favor, máxima difusión a ver si cazan a estos hijos de puta.
Gracias"


Seguiam fotos de cerca de uma dúzia de cadastrados da ETA.

Já não basta o Aznar em directo afirmando que nada será escondido ao povo espanhol imediatamente após ter mantido que a ETA continua a ser a principal via da investigação - apesar de a ETA negar e a Al-Quaeda reivindicar - só faltava que os ciber-atrasados mentais começassem a conspurcar ainda mais o que devia ser só dor e honestidade e se transforma em cobarde aflição e preocupação eleitoral.

Se não respeitam os vivos, respeitem ao menos a memória dos mortos, porra.

Às vezes acho que o meu habitat natural devia ser este...


Fotografia de Laranja

Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, março 11, 2004

Frase do dia

Cito o Público de hoje, num artigo sobre a antestreia de "A Paixão de Cristo":
João César das Neves, docente de Economia na Universidade Católica, começou por salientar que "este é um filme para cristãos". "Quem não foi educado na sociedade cristã não percebe porque é que atiram pedras àquela mulher [Maria Madalena].

Não há por aí um católico de serviço que queira atirar pedras a este senhor?...

Eu queria dizer alguma coisa sobre os acontecimentos de Madrid...


... mas não consigo. Digam-no por mim.



Estação de Atocha

quarta-feira, março 10, 2004

Fui ver o 21 Grams...

... e estou apaixonada por este senhor:


e por esta senhora: