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quinta-feira, setembro 30, 2004

Dúvida feliz

Que presente se pode dar a um homem que é pai no dia do seu aniversário?

quarta-feira, setembro 29, 2004

Para o K., com um doce trompete em fundo.

What good are words I say to you?
They can’t convey to you what’s in my heart
If you could hear instead the things I’ve left unsaid

Time after time
I tell myself that i’m so lucky to be loving you
So lucky to be
The one you run to see in the evening, when the day is through
I only know what I know
The passing years will show you’ve kept my love so young, so new
And time after time
You’ll hear me say that i’m so lucky to be loving you


[J.Styne, S.Cahn.]

A Vermelha pediu, a Vermelha tem.

Garfield

Poesia


Lisboa, 20 de Março de 2004
Fotografia de Manel da Truta

Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
e um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
para ver como é;
enquanto o sangue gorgolejar das artérias abertas
e correr pelos interstícios das pedras,
pressuroso e vivo como vermelhas minhocas despertas;
enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
órfãs de pais e de mães,
andarem acossadas pelas ruas
como matilhas de cães;
enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
num silêncio de espanto.
rasgado pelo grito da sereia estridente;
enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
amassando na mesma lama de extermínio
os ossos dos homens e as traves das suas casas;
enquanto tudo isto acontecer, e o mais que se não diz por ser verdade,
enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,
o poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:
ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA


António Gedeão

terça-feira, setembro 28, 2004

Dança
Homenagem a Francesca Woodman




Fotografias de Rodrigues

Até dá gosto, ter amigos assim!

Recebi um e-mail do meu amigo Louzeiro, filho dilecto de Lagos e cidadão do mundo. O Pedro é um espírito livre que cruzou o meu caminho há meia-dúzia de anos, provavelmente o único colega dos meus tempos de estudante de Formação Musical na ESML com quem mantenho algum contacto. E em boa hora o mantivémos, pois gente como o Pedro é de guardar na carteira de amizades e influências. Admirava-lhe já tantas coisas: a liberdade e a coragem, o talento musical, a simplicidade, a honestidade, a calma e uma candura natural que mantém e que o distingue de tantos outros homens que conheço. Agora admiro-lhe também a escrita. O Pedro escreveu que queria só partilhar esta "discussãozita" ocorrida na mailing list da comunidade Apple portuguesa com os amigos. Eu pedi-lhe autorização para fazer o mesmo. Ele deu. E aqui vai, então, o argumento infantilóide de um(a) cois@ e a resposta do meu amigo Pedro. E digam lá que não é bonito de se ler...

O "post" vinha a propósito de uma discussão sobre Português – sobre os erros ortográficos e gramaticais que o pessoal comete quando escreve para lá – onde o nome de Saramago apareceu a propósito de ,?;... pontuação!

PORTUGUES:

Mas O Saramago afinal e português????
Pensava que ele era um "expatriado"!!!
O homem só é portugês quando lhe interessa!
Quando não interessa, vive coitadito naquela ilhota de Lanzarote!! Qual emigrante desprotegido!!!!
Nós não escolhemos onde nascemos, e no nosso caso somos portugueses.
Mas quem escolhe um país diferente do seu de origem, não deveria ser considerado cidadão donde nasceu mas SIM de onde mora, por escolha própria!
A hipocrisia é uma coisa muuuuuuito feia, mas tão comum!!
E esse homem é o protótipo da hipocrisia.
Take my word!!
Oca

__________________________________________

Há cerca de dois mil e quatrocentos anos, um homem chamado Sócrates disse não ser grego nem ateniense mas antes um cidadão do mundo.
A meu ver, um homem é livre de viver onde se sente bem.
A meu ver, um homem que exalta de forma sublime a cultura de um país deve ser acarinhado por quem sente pertencer a essa cultura.
A meu ver, hipocrisia é cuspir no prato depois de saciar a fome.
A meu ver, hipócrita é aquele que anda toda uma vida a dizer que "isto aqui não presta para nada" ou "isto aqui não há condições" ou ainda "isto aqui está cada vez pior" sem, no entanto, fazer algo no sentido de mudar "isto aqui" para melhor mas, quando chega a hora de mostrar o seu valente patriotismo, compra uma bandeira de cinco metros e estica-a na varanda do seu nono andar ou no tejadilho do seu Opel Frontera estacionado em segunda fila.
A meu ver, mais faz por um país esse cidadão do mundo que edifica uma obra de inquestionável valor estético baseada no principal brasão cultural desse país, que é a língua, do que um patriota nacionalista ingrato velho do restelo que só não arreda pé donde nasceu pelo simples facto de não ter condições ou mais provavelmente coragem para o fazer ... e que ainda por cima nos vem falar de hipocrisia!

Pedro Louzeiro

p.s. - A meu ver, uma coisa muita feia mas, efectivamente, tão comum (porque é tãããão fácil!...) é votar ao desprezo os artistas da nossa terra, os motores da nossa cultura, da nossa identidade. Já agora: qual seria o significado de pátria sem elas?


Tanto caminho que há ainda a palmilhar contra a tacanhez deste santo país... felizmente para nós, há Louzeiros por aí, cruzando o mundo e as culturas, recebendo de braços abertos o que de melhor existe na vida e lembrando-nos, ainda que num sussurro, que somos todos feitos do mesmo.

Já estivemos mais longe...

Há treze anos o mundo ficou kind of blue...

segunda-feira, setembro 27, 2004

Tenham medo. Tenham muito medo...

... se o vosso irmão, um tipo aparentemente normal,



mostrar um súbito e inesperado interesse por aquariofilia



e começar a ter comportamentos estranhos



e assustadores.



Ao que parece, identifica-se com os tubarões. E tem um no aquário. Pelo sim, pelo não, se me perguntarem na rua, não o conheço.

(Fotografias de Rodrigues.)

Saudades do Oriente, II


Cantão, 1999
Fotografias de Rodrigues

Saudades do Oriente, I


Macau, 1999
Fotografias do nosso Trutão (à esquerda) e de Rodrigues (à direita)

sábado, setembro 25, 2004

Estes testes fazem maravilhas pela minha auto-estima!



E estou muito contente, também, com a companhia, parca mas boa. Estes aqui em baixo...



...e este aqui [e, já agora, obrigad@;)].

Faz o teste.

sexta-feira, setembro 24, 2004

O passar das horas.


Lisboa, 20 de Março de 2004
Fotografia de Manel da Truta

É por estas e por outras que eu defendo os palhaços...

Agora a sério, este teste é impressionante, ó Vermelhita... [claro que gosto sobretudo daquela parte que diz: the fool is God, eheheh]

The Fool Card

You are the Fool card. The Fool fearlessly begins the journey into the unknown. To do this, he does not regard the world he knows as firm and fixed. He has a seemingly reckless disregard for obstacles. In the Ryder-Waite deck, he is seen stepping off a cliff with his gaze on the sky, and a rainbow is there to catch him. In order to explore and expand, one must disregard convention and conformity. Those in the throes of convention look at the unconventional, non-conformist personality and think What a fool. They lack the point of view to understand The Fool's actions. But The Fool has roots in tradition as one who is closest to the spirit world. In many tribal cultures, those born with strange and unusual character traits were held in awe. Shamans were people who could see visions and go on journeys that we now label hallucinations and schizophrenia. Those with physical differences had experience and knowledge that the average person could not understand. The Fool is God. The number of the card is zero, which when drawn is a perfect circle. This circle represents both emptiness and infinity. The Fool is not shackled by mountains and valleys or by his physical body. He does not accept the appearance of cliff and air as being distinct or real.
Image from: Mary DeLave http://www.marydelave.com/

Which Tarot Card Are You?
brought to you by Quizilla

Temperança


The Temperance Card

You are the Temperance card. Temperance is the blending of elements to produce stability. We say that someone is temperate when they are pleasant and easy going. Temperance achieves balance through merging, so a temperate person is one who feels whole. Creative genius is often found in the ability to unite two previously unconnected ideas. Aleister Crowley considers this one of the most important facets of this card and names the card Art. He refers to a generation of a third element out of two previously existing elements. In the same way, the artist has the ability to create a painting from canvas and some tubes of coloured paint. The temperate person is also inclined to think about philosophy. Temperance leads to a calm and rational logic but can also look beyond everyday knowledge for the truth.
Image from The Stone Tarot deck. http://hometown.aol.com/newtarotdeck/

Which Tarot Card Are You?
brought to you by Quizilla

quinta-feira, setembro 23, 2004

Preocupações para a rentrée
ao som de uma paráfrase de Geogia on my Mind



giorgio
eu tive um sonho risonho e terno
sonhei que eu era um anjo elegante no inferno

giorgio
eu sinto medo na longa estrada
o medo é a moda desta triste temporada

giorgio
'tá tudo assim nem sei 'tá tão estranho
a cor dessa estação é cinza como o céu de estanho

quando um dia enfim findar
este outono eterno
eu quero que você me aqueça
com a sua coleção de inverno

giorgio
pobre de quem não tem
será que eu estou bem
na capa da revista


Zeca Baleiro, balada para giorgio armani, Líricas

5.ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal, II





Lisboa, 18 de Setembro de 2004
Fots. de Rodrigues

5.ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal, I







Lisboa, 18 de Setembro de 2004
Fots. de Rodrigues

Já viste, Vermelhita?

Dá dEus nozes...

Os nossos pés


Manel e Vermelha em Macau
Fotografia de Rodrigues

quarta-feira, setembro 22, 2004

Acho piada àquele spot em que o Luís Represas diz que não sabe como vai ser a música do futuro.

Raio de pergunta: pois se o homem nem sabe como é a música do presente...

Aqui continua uma interessantísima troca de galhardetes e aqui está bem claro por que razão o governo deve demitir-se ou ser demitido.

Sampaio Travará Taxas Moderadoras Baseadas em Declarações de Impostos

Então e demiti-los, não? Ou ainda é cedo? Olhe que o país é pequeno, senhor presidente do conselho capicua, daqui a pouco já pouco resta para destruir...

E eu este tempo todo sem perceber que vivo na Florida, hã?...

...ele há coisas.

terça-feira, setembro 21, 2004

Haverá ainda alguém que se lembre?...


Fotografia de Laranja, num carro em andamento

Somos todos o quê? Todos?... Ahhh...

Mas haverá ainda alguém?...

Mas há ainda alguém que ache...

... que este governo é para ser levado a sério?!

Eheheheheheh...

O Daniel é um querido! Chama-me menina e tudo!

segunda-feira, setembro 20, 2004

Ara sinistra


roubado ao Resistente Existencial

Friends, romans, countrymen...

No fórum da Antena 1 sucedem-se os ouvintes que acusam. Mas não acusam preferencialmente os governos que temos tido mais recentemente. Não aceitam a desculpa dos cinquenta anos de ditadura face a uma democracia que já leva trinta e que poucas marcas parece deixar nas mentalidades e na cidadania. Acusam-nos a nós - e a si mesmos: o cidadão que não exerce a cidadania, que assina de cruz no boletim de voto quando se dá ao trabalho de ir votar e acha que o seu dever está, assim, cumprido, que diz mal de tudo e constrói pouco e mal, que assiste apático à degradação da educação dos filhos, que não se manifesta nem entra em greve, mas que falta ao trabalho para encher estádios e festejar vitórias. O cidadão que acaba por votar no paizinho mais mediático que lhe apareça nos quatro canais. O cidadão que cultiva o não pensar. Que cultiva a ausência de cidadania. E que infelizmente é a espécie mais comum neste zoo chamado Portugal.

Obrigad@, Vermelha, tinhas razão. Vale bem a pena escutar este fórum. Mas nós telefonamos, mas nós pensamos, mas nós blogamos. Nós duas estivémos no sábado na rua, marchando pelos direitos dos animais, com tanta outra gente, muita da qual talvez se mobilize por essa causa e só por essa. Pois bem, senhores, a nossa causa é a vida, a liberdade, a verdade, a igualdade, o fim do preconceito e do medo. Quantos de vós ficaram em casa nas últimas manifestações pela legalização do aborto e contra o golpe palaciano que nos instalou este governo PP-PSD? Quantos de vós se revoltaram e zangaram sentados no sofá? Onde estareis daqui para a frente?


Ainda no sofá?

domingo, setembro 19, 2004

Bom domingo!

A Pública desta semana é de ler de fio a pavio. Sem passar por cima dos artigos sobre o Sudão [ao qual falta, a meu ver, uma perspectiva sobre a actuação dos "desenvolvidos" - e sobretudo da UE - face a uma realidade de guerra, repressão e carência extrema que parece não ter fim] e sobre os candidatos a secretário-geral do PS [fiquei com a pulga atrás da orelha: se João Soares também tem obra feita, por que razão apenas José Sócrates tem direito a rol exaustivo?... critérios...], os meus destaques não poderiam deixar de ser os três que se seguem.

A entrevista de Alexandra Lucas Coelho a Miguel Vale de Almeida é mais uma boa oportunidade para aproveitar a forma clara, fundamentada e honesta com que o Miguel sempre trata as questões sociais - qualidades da formação ou da essência ou ambas - e reflectir sobre a importância que a luta pelos direitos LGBT necessariamente tem numa sociedade que desejaríamos - e não encontramos - igualitária e justa. Sem o peso do preconceito na legislação, na vida pública, nas relações laborais, enfim, nos direitos humanos.

Os 40 anos da Mafalda, por Ana Sá Lopes. Terá desaparecido nas brumas da ditadura argentina, deixando a sua mãe na Praça de Maio, ou será hoje, como sempre aspirou, intérprete na ONU? Os pequenos perfis das personagens deixam-me com saudades daquela gente de quem gosto e com quem embirro de modo quase tridimensional. Os perfis de Filipe e das suas "laborações oníricas" e do pai dependente de Nervocalm são especialmente ternurentos. Don't mind me, nas mais diversas situações quotidianas e não só socorrem-me os axiomas mafaldianos, não sou de fiar. Mas melhor do que eu, e com uma ironia deliciosa, explicará a citação de Marcello Bernardi, autor do prefácio à edição italiana de Toda a Mafalda, a importância desta menina inteligente, atenta e pespineta, muito mais que uma simples contestatária: "É a ideologia da revolução total. A sua crítica não poupa nada, nem a organização social, nem as alquimias políticas, nem as leis económicas, nem a industrialização, nem a polícia, nem a escola, nem as instituições em geral. Nem o homem. Nada. (...) Nós, os poucos que pensávamos e pensamos como ela, sempre nos atormentámos com o medo de não sermos serenos, de sermos influenciados por rancores pessoais, de não vermos as coisas como estão. A Mafalda tranquilizou-nos. As coisas estão mesmo assim. Mal. Pessimamente mesmo."

E last but not you know what, a entrevista de Paulo Moura a Valérie Tasso, autora do livro Diário de uma Ninfomaníaca. Frases a reter: "Para uma mulher, viver livremente a sua sexualidade implica um grande sentimento de culpa. Para um homem não. (...) O medo de dizer as coisas anula a nossa liberdade. (...)[uma mulher que exerce a sua liberdade sexual será mais vulnerável a uma relação de dominação psicológica] Porque se sente sempre culpada, o que a leva ter um desejo inconsciente de regressar ao modelo convencional. Quando encontra alguém, deixa-se dominar porque se sente insegura, tem medo de ser uma marginal. [no fundo sempre procurou o seu príncipe encantado] para poder cumprir o objectivo vital para que me educaram." Quanto à prostituição, acautelem-se os olhos sensíveis: "Prefiro ser prostituta, que me paguem e volte à noite para casa, do que casar-me com um homem, quatro anos depois não o desejar mas ter de continuar com ele para poder viver. [o casamento é então uma forma de prostituição] Ou pior, porque não tem um preço fixo, é preciso pagar sempre...". A última pergunta só poderia ser como se imagina uma sociedade com total liberdade sexual. A resposta dificilmente poderia ser outra: "Quem me dera saber. Só tenho uma certeza, não se falaria tanto de sexo."

Nas primeira páginas, o Miguel falava do interesse que lhe desperta a actual sociedade espanhola, fervilhante nas discussões políticas e sociais que em Portugal a muito custo se conseguem manter acesas. Valérie Tasso, filha de boas famílias francesas, vive e publica em Espanha. E assim se fecha o círculo. Acautelai-vos, ó Nobre Casa de Bragança. De Espanha sopram hoje os ventos da dissolução. Ventos de liberdade.

sábado, setembro 18, 2004

Passou


Fotografia de P.



En allant se coucher le soleil
Se reflète au vernis de ma table:
C'est le fromage rond de la fable
Au bec de mes ciseaux de vermeil.

Mais où est le corbeau?
Il vole.

Je voudrais coudre mais un aimant
Attire à lui toutes mes aguilles.
Sur la place les joueurs de quilles
De belle en belle passent le temps.

Mais où est mon amant?
Il vole.

C'est un voleur que j'ai pour amant.
Le corbeau vole et mon amant vole,
Voleur de coeur manque à sa parole
Et voleur de fromage est absent.

Mais où est le bonheur?
Il vole.

Je pleure sous le saule pleureur
Je mêle mes larmes à ses feuilles
Je pleure car je veux qu'on me veuille
Et je ne plais pas à mon voleur.

Mais où donc est l'amour?
Il vole.

Trouvez la rime à ma déraison
Et par les routes du paysage
Ramenez-moi mon amant volage
Qui prend les coeurs et perd ma raison.

Je veux que mon voleur me vole.


Louise de Vilmorin, Fiançailles pour rire

Este Carne é um Senhor!

quinta-feira, setembro 16, 2004

Ajudem a Sobreviver

Pequenos grandes gestos.
Eis aqui como ajudar.

quarta-feira, setembro 15, 2004

Já cá andamos há um ano!!
Vivam as Trutas!



Na imagem: as quatro Trutas e Rodrigues.

terça-feira, setembro 14, 2004

¿Quién vive plenamente?


Fotografia de Rodrigues


Grados de irrealidad

La esfera más cercana: hay un fuego encendido
y rostros familiares
hay charlas previsibles y silencios
como pequeños lagos

(El verdadero
mar está muy lejos
el silencio total planea, lejos
como vaga amenaza)

Por ahora charlamos y callamos
y la pequeña actividad del día
se abre en abanico

¿Pero quién une gestos y palabras
y días con sus noches
para que sean en verdad reales
no como chispas sueltas?

¿Quién vive plenamente
y está en verdad despierto?

(Temor de estar en rueda de fantasmas
y fantasma uno mismo)


Circe Maia

segunda-feira, setembro 13, 2004

Para a Laranja...

... com um abracinho solidário :)

Unidos pelos Animais

Maus Tratos e Abandono de Animais - Touradas, Touradas de Morte e Sortes de Varas - Rodeios - Lutas de Cães Tiro aos Pombos - Circos com Animais - Criação, Transporte e Abate Cruel de Animais - Tráfico de Animais


Participe na 5.ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal

18 de Setembro (Sáb.) LISBOA Concentração Inicial às 17h no Parque Eduardo VII (junto ao Marquês de Pombal)

Um desfile de todas as pessoas e associações que acreditam e defendem a importância dos direitos dos animais

Junte-se à mais importante acção do ano na defesa dos animais em Portugal

Seja parte da mais importante manifestação de sempre em defesa dos animais em Portugal

A ANIMAL disponibilizará autocarros que farão o circuito Porto - Coimbra - Lisboa (ida e volta), assegurando a vinda * gratuita * de todas as pessoas interessadas em participar na 5.ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal. Mais informações com miguel.moutinho@animal.org.pt.

Todas as associações e grupos de defesa dos animais, de defesa do ambiente, de direitos humanos, entre outras instituições, são convidados a juntarem-se à 5.ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal. Mais informações com miguel.moutinho@animal.org.pt.

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Seja parte da Mudança. Junte-se à ANIMAL!

Torne-se sócia/o da ANIMAL e apoie a organização na defesa dos direitos dos animais. Inscreva-se através de socios@animal.org.pt.

Junte-se ao Grupo de Activismo da ANIMAL. Inscreva-se enviando um e-mail em branco para
activismo_animal-subscribe@yahoogroups.com.

domingo, setembro 12, 2004

Uau, afinal eu sei falar baleiês!!!

You are DORY!
Which Finding Nemo Character Are You?

brought to you by Quizilla

Retirado d'As minhas histórias, não aconselhável a coisos...

Frase do dia

Não achas piada aos que consideram os dois sexos «complementares» quanto se trata de atacar qualquer direito básico dado aos cidadão LGBT, mas, para todos os outros efeitos, consideram os dois sexos como «oposto» um do outro?


Ana, nos comentários d'Os tempos que correm.

Geografia


Fotografia de Rodrigues

Sombra


Fotografia de P.

Faz da tua vida em frente à luz
Um lúcido terraço exacto e branco
Docemente cortado
Pelo rio das noites.

Alheio o passo em tão perdida estrada
Vive, sem seres ele, o teu destino
Inflexível assiste
À tua própria ausência.


Sophia, in Dual, Caminho

sábado, setembro 11, 2004

Reflexão

Hoje libertei, na Rua Guerra Junqueiro, os Vinte Poemas de Amor e a Canção Desesperada de Neruda... foi a minha contribuição para o atentado poético. Eis a razão porque, apesar de achar tão bonita a ideia do Bookcrossing, ainda não consegui aderir a ela. Custa muito, libertar um livro. For all that matters custa muito libertar seja o que for que nos seja querido. Colossal paradoxo.

sexta-feira, setembro 10, 2004

Atentado poético

No próximo 11 de Setembro ocorrerá em diferentes
partes do mundo um atentado poético. Todas as
pessoas interessadas no saber estão convidadas a
sair pelas ruas nesse dia com um livro, dedicado
a um desconhecido, e deixar esse livro num
parque, num café, num lugar público, para que seja
encontrado e levado de presente.
Aos doadores, por sua vez, é permitido receber e
levar para casa os livros que encontrarem.
Você adoptará um livro?
Libertará um livro?
Por favor, circule esta informação.
Esperamos que o movimento cresça.
Obrigado a todos os leitores desconhecidos.

Atentado poético

El 11 de septiembre próximo se efectuará en
diferentes países del mundo un atentado poético.
Se invita a todas las personas interesadas en el
conocimiento a salir ese dia a la calle con un
libro, dedicado a un desconocido, y abandonar este
libro en un parque, un café, un lugar público,
para que sea encontrado como regalo.
Se permite a los donadores de recibir y de
llevar a la casa el libro que, a su vez,
encuentren.
Adoptará usted un libro?
Dejará en libertad un libro?
Haga circular esta informacion, por favor.
Quizás este movimiento crecerá.
Y gracias a los lectores desconocidos.

Poetic attack

On September 11th there will be a poetic attack
in many parts of the world. Everyone who is
interested in knowledge is invited to go out on
that day and leave a book in a park, in a cafe,
or in a public place, so that it can be found by
someone else and taken as a gift. Anyone who
donates a book is entitled to bring home the
books they find.
Will you adopt a book?
Will you set it free?
Please forward this information.
Let's hope the movement will grow.
Thanks to all the unknown readers.

Recebido por e-mail

Blog-em-esfera

Ontem, no aniversário de um amigo, descobri que conheço a Ana Mello... conheço, quer dizer, vejo-a uma vez por ano nos anos desse amigo. Fiquei muito contente. E eu tanto gosto dos seus "cigarros do dia" [e da noite]. Um beijinho, Ana. E como o Letras tem andado em baixa rotação, hoje sou eu quem fuma o cigarro do dia.

Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento
mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem

Bertold Brecht

Para que fique bem claro, no dia em que as WOW nos deixam na nossa vidinha, entregues aos bichos

Women on Waves has 2 different permissions from the Dutch Ministry of Health.

1: The permission to do medical "16 day over time treatment" in the Mobile Clinic anywhere in the Netherlands and on the international waters.

2: The permission to do Medical and surgical abortions till 12 weeks of pregnancy in the Mobile Clinic when it is in Amsterdam. This permission is limited to Amsterdam for political reasons; Not medical. However we will comply with the law and do only 16-day over time treatments on the international waters.


Autorizações concedidas à Women on Waves pelo Ministério da Saúde Holandês:

1: Permissão para fazer o "tratamento médico dos 16 dias de atraso" na Clínica Móvel nos Países Baixos e em águas internacionais.

2: Permissão para praticar abortos médicos e cirúrgicos até às 12 semanas de gravidez na Clínica Móvel quando esta se encontra em Amsterdão. Esta permissão é limitada a Amsterdão por razões políticas, não médicas.


Para esclarecer algumas coisas que por aí se têm dito aos sete ventos. Para contrariar tanta desinformação e deslealdade com que esta luta tem sido combatida. O linque continua aí ao lado, por favor, em caso de dúvida consultem-no. Não se deixem embrulhar pelo obscurantismo de quem quer que todos vivam de acordo com os medos de quem manda. Se eu nem baptizad@ sou e vivo num estado laico, por alminha de quem é que devo ser obrigad@ a seguir os preceitos morais de uma instituição da qual não faço nem quero fazer parte?! Não, obrigad@s! Tremei, senhores! Nós, os pagãos, continuamos cá. Não nos calaremos enquanto as agulhas de croché forem uma alternativa viável para uma mulher que seja. Não descansaremos enquanto vocês tiverem na mão o poder para matar mulheres por ignorância, crueldade, soberba [é um pecado capital, não é?], enquanto tratarem as mulheres como seres menores sobre cujos corpos o estado deve ter uma palavra a dizer. Uma mulher morre a cada seis minutos em consequência de um aborto clandestino. Será que é o mesmo que avariar-se uma incubadora? Ou será que, se deixarmos que se instale, acaba por nos pesar na consciência? Ou será que quem prega a moral na testa dos outros - com pregos, mesmo, que é só isso que falta - tem a sua própria tão furada que a consciência lhe sai toda por ali?

Tantas perguntas
quantas respostas...


É ouvir até ao fim e voltar ao princípio e de novo a mesma coisa...
... e de novo, e de novo...