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domingo, outubro 31, 2004

É urgente postar este texto

Ladies and Gentlemen of the class of '97.
Wear sunscreen.
If I could offer you one tip for the future, sunscreen would be it. The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience... I will dispense this advice now.

Enjoy the power and beauty of your youth; oh, nevermind, you will not understand the power and beauty of your youth until they've faded. But trust me, in 20 years you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now, how much possibility lay before you and how fabulous you really looked. You are NOT as fat as you imagine.

Don't worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.

Do one thing everyday that scares you.

Sing.

Don't be reckless with other peoples hearts. Don't put up with people who are reckless with yours.

Floss.

Don't waste your time on jealousy; sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long, and in the end, it's only with yourself.

Remember compliments you receive. Forget the insults. If you succeed in doing this, tell me how.

Keep your old love letters. Throw away your old bank statements.

Stretch.

Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.

The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don't.

Get plenty of calcium.

Be kind to your knees, you'll miss them when they're gone.

Maybe you'll marry, maybe you won't. Maybe you'll have children, maybe you won't. Maybe you'll divorce at 40. Maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.... Whatever you do, don't congratulate yourself too much or berate yourself either - your choices are half chance, so are everybody else's.

Enjoy your body, use it every way you can... don't be afraid of it, or what other people think of it... it's the greatest instrument you'll ever own.

Dance... even if you have nowhere else to do it but in your own living room.

Read the directions, even if you don't follow them.

Do NOT read beauty magazines they will only make you feel UGLY.

Get to know your parents, you never know when they might be gone for good. Be nice to your siblings; They're your best link to your past, and the people most likely to stick with you in the future.

Understand that friends come and go, except for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.

Live in New York City once, but leave before it makes you hard. Live in Northern California once, but, leave before it makes you soft.

Travel.

Accept certain inalienable truths. Prices will rise, Politicians will philander, you too will get old. And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble, and children respected their elders.

Respect your elders. Don't expect anyone else to support you. Maybe you'll have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.

Don't mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85.

Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia; dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts, and recycling it for more than it's worth.

But trust me on the sunscreen.

sábado, outubro 30, 2004

Este Bartoon está a dar pano para mangas...

Se eu acreditasse em espíritos, diria que o Américo Thomaz "baixou" no Jorge Sampaio. Como não acredito, repito apenas: senhor Presidente da República, cheio de galões de luta estudantil anti-fascista e de balões de sensível ex-futuro maestro pleno de convicções humanistas e amante das liberdades, é vossa excelência o grande responsável pelo pântano salazarento em que nos debatemos. Espero que esteja orgulhoso.

Mais uma achita para a fogueira? Leiam com atenção e agradeçam ao Bixu.

"O Remix Ensemble é magnífico. Tem um nível de excelência semelhante ao dos seus pares europeus", regozija-se, "orgulhoso da herança", Withworth- Jones, director artístico da Casa da Música desde Abril. "A responsabilidade", salvaguarda, "não é minha, é do meu colega António Jorge Pacheco, que é o responsável pelo parto e maturação do Ensemble" ( O JN procurou ouvir António Jorge Pacheco a propósito do aniversário do Remix, mas a entrevista, já acertada, foi inviabilizada por decisão da Administração, segundo explicação da respectiva porta-voz).

Ainda sobre o Bartoon de há uns postes atrás...

...ler, no Prazer Inculto, de Possidónio Cachapa, o que aconteceu ao seu livro A Materna Doçura.

The movies we don't speak of


Curiosamente, o sujeito do título começou por ser o bosque. Definitivamente, a vila tomou-lhe o lugar - olhamos para o interior e não para o exterior; é do (re)conhecido e não do estranho que se trata.

Como aconteceu há mais de dez anos com o magnífico The crying game, também com The Village [como filho pródigo de Shyamalan que é, sem dúvida o mais perfeito] se impõe o código de cavalheiros hoje quase quebrado por Bénard da Costa no Público [a ausência de linque é propositada].

Duas coisas, então, apenas. Primeiro, que espero que o público americano e mundial ande com a cabeça bem aberta à metáfora e faça bom uso da sua compreensão do simbólico. E por fim, que M.Night Shyamalan anda à procura de um lugar no Olimpo. Com mais filmes assim, é certo que o conseguirá.

P.S.
Afinal eram três coisas: depois de ver Bryce Dallas Howard, Adrien Brody, William Hurt, Joaquin Phoenix e Sigourney Weaver, quase que me apetece dedicar-me exclusivamente ao nobre ofício de espectador e apreciador das transcendentes maravilhas da representação.

Do Portugal Profundo foi apagado.

O António Caldeira respondia esta tarde em tribunal, sem dúvida este é um dos resultados. Agrdece-se a quem for topando com pistas acerca do que se passa que nos mantenha informad@s por aqui. Nós pela nossa parte continuaremos de antenas no ar.

sexta-feira, outubro 29, 2004

E falando em pressões...

... mais notícias preocupantes no fantástico blogue Inimigo Musical [nem um décimo da piada do Inimigo Público]. Ora vejam:


As suspeitas de pressão governamental sobre diversos orgãos de comunicação atingiu hoje o seu ponto mais insólito. Fontes anónimas garantem que a crítica de Bernardo Mariano a um inédito Concerto para Violino de Chopin, alegadamente interpretado em Irkutsk pelo violinista Maxim Vengerov, é uma criação do governo liderado por Santana Lopes e imposta pelo próprio ao crítico do Diário de Notícias.

Em resposta às acusuções, o Primeiro Ministro respondeu que «Portugal é um país livre. Cada um pode escrever sobre o que quiser, nomeadamente sobre os Concertos para Violino de Chopin, que são dos que mais gosto.» Foi, aliás, a famosa preferência de Santana Lopes pelos inexistentes Concertos que fez levantar a suspeita de pressões.

Henrique Silveira, autor do blog “Crítico” e especialista em música clássica, afirmou desconhecer qualquer Concerto para Violino inédito composto por Chopin, embora «se pudessem fazer uns quantos com o número de notas a mais que o Vengerov toca nos recitais.»

pedrom

E como serve, este Bartoon!

O nosso colega ABC, encontra-se em maus lençóis. A casa revistada e o computador - cheio de informação profissional - apreendido pela Polícia Judiciária. Um caso a seguir com atenção... e preocupação.

Ia postar o Bartoon de hoje...

... mas não está on-line. E a verdade é que o de ontem serve perfeitamente.

O amor numa valsa vienense em Paris

Nove anos depois, quando já não esperavam, Jesse e Céline reencontram-se. Nove anos depois, quando já não esperava, eu reencontro Jesse e Céline. Foi talvez o que mais me impressionou em Before Sunset, a intimidade do filme, a envolvência, a forma como suga o espectador para uma conversa às vezes sobre o nada mas prenhe de tudo aquilo em que das personagens somos cúmplices. Sim, cara jornalista de olho matreiro e tom sedutor, nós sabemos as respostas às suas perguntas, nós sabemos que Céline existe. E sabemos que desta vez, se é verdade o que sentimos, se é verdade aquilo de que nos lembramos, desta vez será diferente.



Viena, 1994

Já achara admirável em Before Sunrise a forma como o filme, qual funâmbulo, se equilibrava no arame do cliché, nunca resvalando. O ambiente inter-rail era realmente uma segurança face a um determinado público e hordas de românticos sonhadores cheios de hormonas invadiram as salas de cinema [comigo entre eles] – mas não em número suficiente para fazerem do filme alguma coisa que se parecesse com um blockbuster, o que dá a esta sequela um toque especial: é uma sequela de amor, não de lucro. É uma sequela de dois actores que se apaixonaram pelas suas personagens na exacta medida em que apaixonaram o público e que com o realizador as fizeram crescer e viver. E a prova de que as hormonas não eram tudo é este filme, ou deveria antes dizer, esta jóia. Esta conversa feita de ilusões e desilusões. De contradições, confrontos e declarações subtis. A forma como o argumento se espraia em tempo real é magistral. Como os subentendidos se vão entendendo, como a ânsia da comunicação baralha os canais e como saber esperar pelo outro pode de repente limpá-los e calmamente revelar o reconhecimento. Como se vão aclarando as águas até que o desejo possa, finalmente, vir à tona. É belíssimo. Os rostos, os olhos, as vozes, as rugas de Ethan Hawke e Julie Delpy são belíssimos. O filme é precioso.


Paris, 2003

E até pode haver quem passe pela vida sem uma paixão assim. Mas cá dentro sabemos que elas existem. Eu não deixo de estar convencid@ de que há alguns sortudos que as encontram mais do que uma vez na vida.

quarta-feira, outubro 27, 2004

SMS do dia, logo pela fresquinha

Durão Barroso (mais do mesmo): entradas de leão, saídas de sendeiro. É a vergonha de uma geração inteira.


Para mim é apenas a vergonha dele e de quem o defende.

Ooooh, nããããão! Outra vez a praga dos testes!

(Está certíssimo!)

xfh
You're a Winter. You very much enjoy your time
alone but do like other people's company
sometimes. You just need your space. You have a
few privileged friends who saw past your
colder exterior to find the true you. You can
have pretty bad mood swings (though you hate to
admit it) so you could be soft one second then
storming around the next! But over all, you're
a very pleasant person once people take the
time to get to know you. You're a good friend
for in-depth talks. You're very talented when
it comes to creative things.

What season are you? (pics)
brought to you by Quizilla

segunda-feira, outubro 25, 2004

Voltem sempre!


Basta apreciar o ar prazeiroso dos membros do clã Da Truta para perceber que adoraram tê-los por cá, caros Paulo, Pagan, Caccaos, Guitarrista, Efe e respectivos corações. Eu também adorei e então agora com máquina de lavar louça - e com louça, eventualmente :p - ninguém nos pára! Havemos de repetir.

sexta-feira, outubro 22, 2004

Não se justifique!

Estou chei@ de trabalho, alérgic@ aos computadores, oscilante entre a depressão e o riso desbragado, a revolta e a vontade de emigrar - fazer de conta que para mim não faz mesmo diferença nenhuma ter nascido na maternidade das portas azuis na rua Cândido dos Reis. É pena é que isso não seja verdade e eu no fim de contas tenha mesmo vontade é de ficar por aqui... o tempo o dirá. Entretanto, com o tanto que tenho entalado para escrever tenho massacrado os que me rodeiam - não escrevo, mas falo que me desunho... - e face à desinspiração que esta epifania do senhor presidente da res publica me inspira, recorro a quem tão descritivamente se expressa bem melhor do que eu.

FECHEM A JANELA, SE FAZ FAVOR: Estou constipado. E a culpa é do governo. Tudo porque, ontem, ia a passar ali pela zona de São Bento e apanhei uma corrente de ar entre a janela de esperança que o Santana abriu e a porta da TVI por onde o Marcelo saiu.
Miguel Góis, Gato Fedorento

Pelo meio, para além de todo o Portugal que não se droga em doses cavalares de narcóticos fumados, injectados, em pó ou televisionados, há uns profs deslocados e uns estudantes armados à cidadania activa que já devem ir na segunda ou terceira pneumonia. Graças à equinácea e ao própolis, é por aí que se fica o meu resfriado que, ainda assim, rapidamente corre o risco de se tornar virose. Está para sair, assim que a febre baixar, uma crítica à altura a um filme belíssimo que um querido amigo nos proporcionou. Não sei que mais estará para sair. Nem quando. Tenho tanto para dizer que não me apetece dizer absolutamente nada.



Aaaaa....
'tchim...

Os loucos


Fotografia de Rodrigues


Os loucos muitos
é a mão do sol
que lhes coça a cabeça
lhes estende o lençol

Passam coruscantes
com os seus cães atrás
a fazer recados
que ninguém faz

Ou presos da miragem
à tarde estão
de cócoras redigindo
o pó do chão

Luiza Neto Jorge

terça-feira, outubro 19, 2004

A conselho do nosso Querido Guitarrista, a ver se a freguesia aparece

Não há polémica nenhuma. O Porto ganhou. E o Benfica foi roubado.




...






Pronto, agora é esperar, que o pessoal há-de aparecer.

segunda-feira, outubro 18, 2004

Com um dia de atraso se podem celebrar estes atempados 80 anos



Mediadora da Palavra

Um rumor
irrompe das nocturnas
margens. Sombras deslumbrantes.
Um fulgor que desnuda e que despoja.
Campo de água ágil. Dança

Imóvel. Uma cegueira arde
Incendiando o tempo. Pátria
áspera de delicado alento.
Soberano marulhar do inexplorável.

Unânime é a pedra. Selvagem
a palavra despedaça a língua.
Um silêncio central domina e orienta
A substancia primária. A palavra inicia.

Rapidez da água entre resíduos
obscuros. Talvez o diadema.
Talvez a obscura dança aérea.
O leve poder do fogo, as suas marcas

ácidas. Pulsação
dos poros. Ardor do silêncio
no nocturno centro. Fulgor do desejo.
Uma deusa de água espraia-se nas palavras.

António Ramos Rosa

sábado, outubro 16, 2004

Vamos aprender um ofício, parte III - resolução do TPC

Os nossos censores aprendizes enviaram-nos imensos TPCs bem feitinhos, esforçados e até com uma letrinha bonita! Contudo, as Trutas prometeram que apenas o melhor teria o privilégio de postar o seu TPC neste espaço. Após 2 longos minutos de deliberação, as trutas decidiram, por unanimidade, conceder essa honra a Liliana Bizineche, pela forma brilhante como pegou no lápis azul e abordou a obra de Eric Zeizl, que se fez ouvir ontem e hoje na Fundação Calouste Gulbenkian. Aqui fica, então, o trabalho de Liliana:

Em segundo lugar, ex-aequo, ficaram Katraponga, Lyrae, Nuno e Tiago. Mais trabalho para a próxima!

sexta-feira, outubro 15, 2004

Kerry Guevara ou A graçola do dia

Bush acusou Kerry de ser "irresponsável" em assuntos fiscais, e de ser tão à esquerda que era mais radical até que o outro senador do Massachusetts, Ted Kennedy (uma das grandes referências da esquerda americana).

quinta-feira, outubro 14, 2004

Geografia


Fotografia de Rodrigues

quarta-feira, outubro 13, 2004

Explodir no ar


Fot. de Rodrigues


Sul

Era verão, havia o muro.
Na praça, a única evidência
eram os pombos, o ardor
da cal. De repente
o silêncio sacudiu as crinas,
correu para o mar.
Pensei: devíamos morrer assim.
Assim: explodir no ar.


Eugénio de Andrade

terça-feira, outubro 12, 2004

E continua o Concurso Nacional de Comunicações Oficiais à Nação na Televisão

O favoritismo continua todo do lado de Bagão Félix, que consegue não só uma comunicação mais longa e sem contraditório, como uma segunda partida frente a Judite de Sousa, tendo ainda infligido o poderoso contraditório ao seu adversário Pedro Santana Lopes, em clara desvantagem. Balanço: ganha Bagão Félix, por zero contraditórios em duas partidas face a um contraditório por parte do seu adversário directo, que ainda tem uma partida em atraso [a não ser que se conte o programa do Albarran, os três mil e cinquenta e três telejornais e as vezes que foi aos Donos da Bola falar da pala do defundo Alvalade XX].

Aguarda-se, impacientemente, a desforra. Recordo que há trinta anos que não tínhamos o prazer de encontrar profissionais tão distintos na modalidade como neste CNCONT que empolga o país de lés a lés.

E ao ver portfolios como este...


Fotografia de Mário Redondo

... dou por mim a pensar que conheço fotógrafos mesmo bons, bolas!... E ainda por cima gente boa, daquela que custa a descobrir. Sortud@, é o que eu sou. Passem por se querem um vislumbre do verão em Nova Iorque, acreditem que vale a pena.

Vai um chorinho? ;)

Edgardo Balduccio Jazz Trio

Baker, guitarra española
Paco Whet, contrabajo acústico
Héctor Ruiz, batería

OUVIR AQUI

Choro for Beta
En la misma época vine de vacaciones aquí a Salvador por primera vez, confieso que había quedado muy influenciado por las bandas de chorinhos que frecuentan habitualmente algunos bares de Salvador da Bahía. Como me dedicaba (dedico) a desarrollo de sistemas, en aquel momento teníamos un servidor de base de datos llamado Beta el que presentaba dificultades a diario lo que transtornaba ingentemente nuestro trabajo. La inspiración estuvo de mi lado, y por eso compuse este chorinho "Choro for Beta" como catarsis ante tamaña frustración.


Baker, Santos y Demonios


O Inverno aproxima-se... mais vale prevenir.



Encontrado aqui.
(Seguindo o linque, também se pode ver o original. Bem como outros "anúncios".)

Garfield



domingo, outubro 10, 2004

Claro está que ninguém saiu para a escada a perguntar nada ou a oferecer qualquer tipo de ajuda. Bem-vinda a Lisboa. Dizem que é a civilização. Parece que é suposto ser assim...

A civilização. O Lello cá de casa, velhinho de trinta anos, diz-me que consiste num "estado de adiantamento e cultura social; antónimo: barbaria". Adiantamento e cultura. O contrário do que diz a Azul, que nem se pode queixar muito - vizinhos há que por menos ligariam à polícia ou passariam a fazer-lhe a vida negra. Bom, o tempo o dirá.

A civilização. Estou em fraco momento para dissertar sobre isto. Quase no fim de um livro que expõe sem piedade o outro lado da nossa bárbara civilização - através do centro do remoinho, certamente, os EUA -, olho em volta e o que vejo desanima-me. Vá lá, um Nobel da Paz de cariz político e ambiental, a meu ver importantíssimo, um da Literatura a uma mulher independente e franca, que não torce e que há por isso quem considere torcida. E que mais? A guerra e o ódio imperam, imparáveis, cegos, recorrentes, acima de tudo absolutamente necessários à manutenção do estado de coisas, dos poderes económicos e políticos. Os analistas dizem ao mundo que no seu umbigo a guerra é renhida entre mais um democrata fraco e um pseudo-presidente analfabeto, fraco e aldrabão. O senhor José Barroso nomeia para a luta contra a discriminação na sua Europa um [coiso]homem que dificilmente poderia ter um perfil mais discriminatório e fascizóide, enquanto o "tumor" que por cá ficou a crescer continua a semear o caos perante uma incompreensível impotência de todos - para quem ande demasiado ocupado com o "senhor professor", não se esqueçam de que ainda há vários professores colocados para a mesma vaga, escolas que não abriram, alunos sem aulas, um país inteiro num aparentemente imparável, e recordista, retrocesso. O senhor presidente de todos os portugueses - não o Ferreira Torres, o outro, o Jorge, lembram-se? - stands by and watches, o que é compreensível, eu no lugar dele também não veria a hora de ver o mandato chegar ao fim [ahan, desculpem lá a secura, mas ando deprimid@, ok?!]. As WOW foram-se embora e anda aí mais uma petição importante, talvez aparentemente em vão, mas importante, a circular. Nada de novo, portanto. A ESML tem cada vez menos dinheiro e cada vez menos salas onde os alunos possam estudar, quando tantos são deslocados, quando tantos não têm mais onde estudar. No trabalho, continuo a assistir ao premiar da incompetência, do laxismo, do poupadinho que por mesquinhez desperdiça o dobro do que era preciso, da cobicinha, da intrigazinha, da prepotenciazinha - tudo em inho, como nas comidas, afinal estamos em Portugal. Na estrada, a selva adensa-se e nas passadeiras os peões até com o semáforo verde têm receio de passar - mesmo que haja uma esquadra de polícia do outro lado da rua. O país encolhe-se. E é difícil não encolher com ele. Civilização? Não, senhores. Barbárie. Com tecnologia, mas barbárie.

Que existiu sempre, lado a lado com as maiores e as mais livres mentes de que a nossa história guardou memória. Que nos foram deixando a sua herança de pensamento e de civilização, desbaratada por gerações atrás de gerações, e que nos olham das estantes, empáticos e tristemente certos, à espera que deixemos de ignorar o que sabemos.

Declaro, portanto, encerrada, a minha depressão de fim-de-semana. Há trabalho para fazer. Há um mundo inteiro para viver. E para acabar em beleza, resistir é vencer. Como diz o Zé Mário, o próprio acto da resistência é uma vitória. E essa não dependerá nunca de terceiros. Descansará apenas nos olhos dos terceiros que importam.

Truque inoxidável


Fotografia de Truta Azul

faca
repito faca
escrevo faca pelo corpo, desenho faca no peito da noite
desembaraço-me do sumo inoxidável de outra faca
faca
sorrio faca no escuro de um beco

-Hoje não matarás!


Al Berto, O Medo

sábado, outubro 09, 2004

Frase do dia [muito infelizmente]

" The notion that journalism can regularly produce a product that violates the fundamental interests of media owners and advertisers ... is absurd."
(Robert McChesney, journalist and author)

Roubado ao Miguel.

E estamos aflitas, pois não sabemos que traje escolher.



Bob Mackie
e Versace

Nota: @s Trutas receberam os convites para a ante-estreia deste filme, deste realizador muito interessante [sim, @s Trutas sabem quem é o Irwin Winkler] e com este homem maravilhoso que se chama Kevin Kline; estamos muito agradecid@s à/ao misterios@ desconhecid@ que tão discretamente nos fez chegar esta agradável oferta e, claro, vamos. A Laranja vai gira e incógnita. Eu e a Azul vamos só gir@s. A Vermelha está amuada, coitadita, porque não pode ir de maneira nenhuma. Mas enfim, três em quatro Trutas não é nada mau, eheheh...

Queremos saber quem foi!

Amarelo Manga...

Cof, cof... Não, não é chamada de atenção, é esta maldita amigdalite que teima em resistir a 5 dias de antibiótico, a vertigem da sonolência, a sensação de ter troncos ao invés de pernas... Odeio estar doente... Resultado de semanas de casmurrice. É o que dá acampar em casa... Eu explico. Mudei-me finalmente para a civilização! É verdade! Aluguei casa em Lisboa na companhia de outro soprano... Não se assustem. É um terceiro andar e creio que a maioria dos restantes inquilinos está demasiado surda, demasiado trôpega, simplesmente demasiado na sua, para nos vir aborrecer por causa do barulho infernal que é ter duas cantoras num prédio. Confesso que também já tive oportunidade de testar a paciência auditiva da vizinhança com relativo sucesso. O meu namorado também esteve a acampar comigo. Como vingança, a senhora do 2.º direito ligou o rádio às oito da manhã em volumes nunca antes imaginados. Ele acha que ela é simplesmente surda. Eu, que sei que não há nada como uma boa teoria da conspiração, tenho a certeza de que foi uma bem engendrada vingança... Sem sucesso, compreenda-se, o que lhe deve ter causado algum mal-estar e frustração. Duas semanas mais tarde pusemos o prédio inteiro em catarse a tentar transportar uma máquina de lavar roupa, escada acima, às dez e meia de uma noite de domingo... Luzes do prédio que acendiam, vozes mal caladas a pronunciar palavras inaudíveis... Claro está que ninguém saiu para a escada a perguntar nada ou a oferecer qualquer tipo de ajuda. Bem-vinda a Lisboa. Dizem que é a civilização. Parece que é suposto ser assim...
Presentemente, temos uma cozinha e dois quartos de dormir... Também há um projecto de escritório e parece que vão chegar estantes este domingo (já me estou a benzer, nem quero pensar no assunto). A sala é um amontoado de sacos de plástico com tralha. Há luz, há água, há gás! Há uma casa-de-banho a funcionar em condições! Há uma cozinha, que é a divisão mais bem equipada da casa! E há o meu quarto! Que tem uma linda parede toda pintada de amarelo manga (fui eu que pintei!) que dá gosto de olhar e vontade de comer... Nada mais adequado. E uma cama enorme só minha. Excepto quando ele por cá anda...
E depois há a Loira. Que é gira e boa pessoa e de quem gosto. E é bom ouvi-la falar. É muito bom mesmo... :-)

quinta-feira, outubro 07, 2004

Saudades da Azul...


Fotografia de Rodrigues

Vamos aprender um ofício - exercícios

Este é só um exemplo. Agora é a vossa vez, queridos leitores e alunos! Peguem no texto que se encontra AQUI e lápis azul com ele! Enviem os vossos exercícios para theamazingtrouts[arroba]mail.pt. Os melhores serão publicados, os piores ganham umas feriazitas uhhh... no Tarrafal! Boa?

Eh, pá! Desculpem lá...

Quando escrevi aqui que o Marcelo Rebelo de Sousa tinha estado na Festa do "Avante!" deste ano nunca pensei que fosse dar nisto. Ó professor, desculpe lá o mau jeito...

Oh, nããããão!
Isto está a ficar deveras preocupante...
Ele agora já não diz sequer coisa com coisa.
(Ver último poste do dia 27 de Setembro.)


Fotografia de Rodrigues

Vamos aprender um ofício!

Caros amigos, a vida não está para brincadeiras! Nos tempos que correm e com o desemprego a aumentar em flecha, torna-se absolutamente necessário criar alternativas profissionais para todos. Com o espírito magnânimo e abnegado do costume, as Trutas fornecem aqui a formação necessária para aprender uma bonita e tradicional profissão.
[ouvem-se, ao fundo, guitarras a tocar o fado].

1.º passo: os materiais


2.º passo: um exercício fácil: o que é que está mal nesta fotografia?

R: tudo! Ceeeeerto!

Fiquem a praticar, voltamos daqui a nada com exercícios mais complicados, que envolvem ameaças a órgãos de comunicação social, manipulação de declarações e discursos vários, e, quiçá, se se portarem bem, aprenderemos a... hmmmm... educar o povo.

Garfield



quarta-feira, outubro 06, 2004

Melhor diálogo de ontem à noite

"Ó pai, mas com um bocadinho de sorte talvez consiga..."
"Filha, a sorte é uma coisa que requer muito trabalho."

terça-feira, outubro 05, 2004

Lady Lazarus

I have done it again.
One year in every ten
I manage it--

A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot

A paperweight,
My face featureless, fine
Jew linen.

Peel off the napkin
O my enemy.
Do I terrify?--

The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.

Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me

And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.

This is Number Three.
What a trash
To annihilate each decade.

What a million filaments.
The peanut-crunching crowd
Shoves in to see

Them unwrap me hand and foot--
The big strip tease.
Gentlemen, ladies

These are my hands
My knees.
I may be skin and bone,

Nevertheless, I am the same, identical woman.
The first time it happened I was ten.
It was an accident.

The second time I meant
To last it out and not come back at all.
I rocked shut

As a seashell.
They had to call and call
And pick the worms off me like sticky pearls.

Dying
Is an art, like everything else.
I do it exceptionally well.

I do it so it feels like hell.
I do it so it feels real.
I guess you could say I've a call.

It's easy enough to do it in a cell.
It's easy enough to do it and stay put.
It's the theatrical

Comeback in broad day
To the same place, the same face, the same brute
Amused shout:

'A miracle!'
That knocks me out.
There is a charge

For the eyeing of my scars, there is a charge
For the hearing of my heart--
It really goes.

And there is a charge, a very large charge
For a word or a touch
Or a bit of blood

Or a piece of my hair or my clothes.
So, so, Herr Doktor.
So, Herr Enemy.

I am your opus,
I am your valuable,
The pure gold baby

That melts to a shriek.
I turn and burn.
Do not think I underestimate your great concern.

Ash, ash--
You poke and stir.
Flesh, bone, there is nothing there--

A cake of soap,
A wedding ring,
A gold filling.

Herr god, Herr Lucifer
Beware
Beware.

Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air.


Sylvia Plath,Ariel, 1966

Também eu estou a digerir a notícia da demissão de Carlos Carvalhas, Boss...

Só espero que esta declaração seja lida e compreendida como merece. Não há razão para o PCP querer continuar a ser uma coisa que já não é, mantendo embora as raizes que o definem: é muito melhor olhar para a militância e para os dirigentes de hoje e ver no que se podem transformar. E o que podem ajudar a transformar.

segunda-feira, outubro 04, 2004

Melhor diálogo de hoje*


Metro do Rato. Perdi este por uma unha negra, sento-me a ler um bocadito aguardando o seguinte. Começo a sentir-me agoniada, aquela sensação que tão bem conheço que invade o estômago e a mente quando, esperando uma funda inspiração de ar limpo [o possível, pelo menos, no átrio de uma estação de metro] os pulmões recebem antes uma baforada de fumo de cigarro [antes que me chamem algum nome, devo esclarecer que sou um daqueles fumadores constantemente em vias de deixar de fumar]. Nem é preciso pensar. O nariz conduz imediatamente o olhar para os dedos que entre si seguram a beata. O dono desses dedos tem um ar bastante cordial, o que augura uma reacção minimamente compreensiva à minha abordagem. Mas quem vê caras...

Inclino-me para ele, que tem o cigarro quase debaixo do meu nariz, e digo, com um tom calmo: -Eu peço imensa desculpa, mas não se pode fumar nas estações de metro.

Ele olha-me, estupefacto e presunçoso. Acena com ar de poucos amigos, diz que não sabia e agradece por eu o ter informado. Não apaga o cigarro, mas como se afasta de mim, penso que a minha função termina ali, que também não sou mãe de ninguém. Estava enganada. Era demasiado, aceder num erro e numa falta de respeito aos restantes passageiros que ali aguardavam o comboio seguinte:

- Já agora diga-me uma coisa, não é proibido levar com as tosses asquerosas das outras pessoas? - sempre sem apagar a beata, claro.
- Olhe, eu informei-o acerca da proibição, disse-lhe que o fumo me incomodava e não deve ser só a mim, agora o senhor faz o que entender.
- Eu estou a falar consigo, você não falou comigo? Eu só estou a falar consigo. - continua o ar paternalista e rançoso.
- E eu estou a responder-lhe. Provocações também eu sei fazer, caro senhor.

Cala-se. Chega o metro, finalmente. Eu dirijo-me à porta para entrar, ele não quer entrar pela mesma porta que eu e faz questão de ser ostensivo:

- Vou ali para a frente -diz, olhando-me com o ar mais enojado que consegue fabricar-, não quero ficar "asquerado".
- Ninguém lhe perguntou nada -respondo-lhe, sempre olhando para a frente, que não me apetece mais ver aqueles olhos- mas olhe que deve ser chato passar a vida a fugir de si próprio.

Os outros passageiros riem-se. Eu faço um esgarzinho de reconhecimento, mas na realidade tenho muito mais vontade de chorar do que outra coisa qualquer.

*Título vilmente gamado à Laranja que vilmente o fanou ao Guitarrista

sábado, outubro 02, 2004

E com passos firmes e sorrisos confiantes...

... liderados pela mui esclarecida direita portuguesa, caminhamos para o verdadeiro progresso democrático: a boa educação para quem a pode pagar. Que não restem dúvidas, os objectivos estão a ser alcançados.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Melhor diálogo de hoje*
(POSTE DA LARANJA, DE MOMENTO IMPOSSIBILITADA DE ACEDER AO COMPUTADOR.)

Vou a passar por uma rua com pouca gente. Parado, ao pé da porta de um prédio, está um velho, que olha para mim de uma maneira nada agradável. Quando passo por ele, diz-me um alarve impropério. "Daqueles". Eu, enojada, respondo-lhe "Vá à merda! Porco!". Ao que ele, visivelmente chocado, me diz "Sua... sua... malcriada!".

* Título inspirado na Querida Guitarra. OK, vilmente gamado ao Guitarrista.

Cardos


Fot. de Rodrigues


Cardos

Este é o lugar onde só o lume
não demora a florir,
onde o verão abdica
de ser metáfora para arder
até ao fim.


Eugénio de Andrade

Responsabilidade é coisa para quem tem de prestar contas, para "os pequenos", pois claro.


publicado no The Guardian
visto no Renas