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domingo, abril 17, 2005

Nem de propósito

As manhãs dos meus sábados são verdadeiras guerrilhas sonoras. Uma amálgama de frequências loucas. As que eu produzo, as que os alunos reproduzem e as que ecoam na sala de aula, vindas do rádio da loja de instrumentos musicais (que é na sala ao lado). Pelo menos não é o Rádio Clube Português... Mas não deixa de ser uma luta perdida, já que a guerra, essa, ganharei nem que seja à força de decibéis (a ver se percebem que GUNS N' ROSES às 10 da manhã não é compatível com o meu esforço hercúleo para me manter acordada e consciente e a CANTAR!). Finda a primeira aula, que teve a linda duração de duas horas, saí porta fora para beber um café e esbarro contigo à entrada. "Ena! Já não te via há tanto tempo!"; "Olha, olha quem é ela... Que fazes por cá?"; "Estou aqui a dar umas aulas, e tu?"; "Vim ver o H... É que nem de propósito, ainda hoje sonhei contigo!" Sorri a pensar que se fosses outro qualquer já estaria a pensar na linda frase de engate que tinhas acabado de proferir... Mas tu estás com um ar verdadeiramente sério e eu conheço-te demasiadamente bem. Não. Nem pensar. Perguntei-te pelo teu trabalho e vi logo no teu olhar o cansaço, o desalento de remar continuamente contra a maré, o desejo de perseguir os teus sonhos. Pois... Eu sei bem o que isso é. E é muito pior quando não se está a fazer aquilo de que realmente se gosta. E tu perguntaste por mim, e pela minha vida profissional. Vai bem... Podia estar melhor. Mas podia estar a fazer exactamente o que tu fazes e aí estaria muito pior, já teria enlouquecido. "Então e... a tua vida?" arriscaste. "E a tua?" sorri eu, com o nariz enfiado na chávena... E olhamos um para o outro. Há coisas que nunca mudam. Tu e eu somos iguais.