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quarta-feira, junho 08, 2005

Noite Escura

Canções da Alma

I - Em uma noite escura
Com ânsias em amores inflamada,
Ó ditosa ventura!
Sai sem ser notada,
'stando já minha casa sossegada.

II - Ás escuras, segura,
Pela secreta escada disfarçada.
Ó ditosa ventura!
Em trevas e em celada.
'stando já minha casa sossegada.

III - Nessa noite ditosa,
Em segredo, porque ninguém me via,
Nem via eu qualquer cousa,
Sem outra luz nem guia
Excepto a que no coração ardia.

IV - Mas esta me guiava
Mais certeira que a luz do meio-dia,
Aonde me esperava
Quem eu p'ra mim sabia,
Em parte onde ninguém morar par'cia.

V - Ó noite me guiaste,
Ó noite amável mais do que a alvorada:
Ó noite que juntaste
Amado com amada,
A amada no Amado transformada!

VI - Em meu peito florido
Que só para ele inteiro se guardava,
Ficou adormecido,
E eu o acariciava
E o abanar dos cedros refrescava.

VII - Da ameia a brisa amena,
Quando eu seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
No colo me tocava,
E os sentidos suspensos me deixava.

VIII - Fiquei-me e esqueci-me,
O rosto reclinado sobre o Amado,
Cessou tudo e rendi-me,
Deixando meu cuidado
Em meio de açucenas olvidado.

S. João da Cruz, Obras Completas


Gosto muito deste senhor, contemporâneo de Teresa d'Ávila...