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quinta-feira, abril 28, 2005

I Feel Loved

It's the dark night of my soul
And temptation's taking hold
But through the pain and the suffering
Through the heartache and trembling

I feel loved
I feel loved

As the darkness closes in
In my head I hear whispering
Questioning and beckoning
But I'm not taken in

I feel loved
I feel loved

From the depths of my emptiness
Comes a feeling of inner bliss
I feel wanted, I feel desired
I can feel my soul on fire

I feel loved
I feel loved

Depeche Mode, Exciter, 2001

Lamento, mas estes senhores dizem-no muito melhor do que eu...
Aos amigos.

terça-feira, abril 26, 2005

Aos vários cardumes que enchem o meu rio

É muito engraçado receber os amigos numa cidade que, não sendo a minha, me pertence a cada dia mais. É muito bom matar saudades oferecendo e partilhando aquilo que se ama. É muito bom escutar o canto de alguns desses amigos, do qual geralmente faço parte, e emocionar-me na vertigem de um auditório maravilhoso com essa música poderosa que Mahler nos deixou. Não sei o que me cortou mais a respiração, se a hipnotizante Casa da Música [aquele calhau que veio a rolar para aterrar na Boavista, na excelente definição que ouvi de uma tripeira de gema], se ter-vos ali a fazer aquela música.

Obrigada por este fim-de-semana de luz e liberdade. Morro de saudades [mas vocês sabem].

and

... these were just a couple of my cravings, for everything it seem's I like's a little bit stronger, a little bit thicker, a little bit harmful for me. Except last night I came to see the Gay Messiah, right after his gorgeous singing Policewoman. And I listened, and I watched, and I jumped, and I cried. And today I feel alive. And oh so gay!


Rufus Wainwright, ontem, no Coliseu do Porto... também com o intimismo e a loucura pop se cumprem as revoluções.

Melhor diálogo do fim de semana

Diz-nos uma colega de trabalho: "os homossexuais deviam perceber que o seu comportamento é chocante, deviam ter vergonha, em vez de lutarem por aquilo que acham que são direitos deles, blá blá blá [série interminável de lugares-comuns homofóbicos]. Os meus filhos, graças a Deus, não são homossexuais [bate três vezes na madeira] mas se fossem, eu não sei..."
- Mas... o filho mais velho dela é gay!
- Eu sei!! Shhh.......

quinta-feira, abril 21, 2005

Ohhhhhh!!


(in publico.pt)

As três crias de lince-ibérico que nasceram em Espanha já têm quase um mês, são lindas de morrer e já aparecem ao público, todas vaidosonas!

quarta-feira, abril 20, 2005

Fumos e Brancos - Bazar Vintage

Pessoal! Troco duas Bíblias por um Mein Kampf!

segunda-feira, abril 18, 2005

Diário de viagem
4 de Março

Logo de manhã, o nosso amigo S. vem ter connosco com o jornal na mão, sorridente. De facto, não há melhor do que ler uma notícia sobre o povo português quando se está do outro lado do mundo. Sobretudo se, de acordo com essa notícia, há quem não pense em nós como um bando de hobbits, baixinhos, escuros e de bigode.

Guardei o recorte do jornal e transcrevo aqui esta notícia incrível:

Acehnese lament the disappearance of their blue-eyed heritage
Agence France-Presse in Lamno

Hundreds of years after Portuguese settlers landed in Aceh, one of their most enduring legacies has been their contribution to the local gene pool.
The coastal villages near Lamno have for generations been famed for their fair-skinned, blond-haired and even blue-eyed people, testi-mony to the European sailors' presence four centuries ago.

But although some of the fair-skinned locais are still around, residents say that not one of the blue-eyed descendants survived the tsunami, "There were only a dozen or só of them in each village and they're all dead," says Jamil, a worker from the hamlet of Ujong Muloh, not far from Lamno en the west coast of the province.

Along the miles of battered coastline, palm trees and whole houses have been swept away by the waves. Paddy fields have become salt-encrusted islands and women wearing matted pakn-leaf hats spend their days burning washed up debris on the beach. Locals refer to the fair-skinned simply as "the Portuguese".
(...)
The Portuguese arrived in Indonesia in the 16th century, before being chased out by Dutch colonial forces.
There were families with blue eyes. They used to live by the sea but they all died”, explains another local, echoing a familiar refrain among the temporary camps around Lamno where people uprooted from their homes and livelihoods now live.

In the local school in Meutara, two or three children look more like European children than Indonesians, but none have blue eyes.
Too young to attend classes, Rauzatul Jannah has a shock of blond hair that would let her pass for a Scandinavian child. The three year old is well known in the area and in the wake of the tsunami her fame is only set to grow.
In the small port of Glee Jong, Wardiah, 25, scratches an outline in the ground where a simple wooden building used to stand. "Over there, there used to be a family of people with blond hair and blue eyes, but they died."
She has features like other locals but surprisingly fair skin. "People ask me where I'm from and I tell them I'm from Lamno."

Girls from the area have always drawn the attention of neighbouring Indonesians. Suitors have for years been visiting the region in the hope of leaving with a bride.
According to local legend, the "women with doll's eyes" were sometimes stolen away against their will to other parts of the archipelago.

Djunaidi, 20, has pale skin. At school, children would call him the albino, he says. While three out of four people from the village were killed in the tsunami, he explains he was able to reach the hills.
Cut Chairiah, 36, a local official recounts how during traditional Muslim festivais, Glee Jong filled with people's visiting relatives, giving the impression the village had been taken over by Europeans.

On the outskirts of Lamno, volunteers are still busy collecting the decomposing bodies of those killed two months ago. None has seen any blue-eyed survivors.
One question tempting locals is whether the recessive blue eyes will again be thrown up by the gene pool and return to the region one of its treasures.


South China Morning Post, 4 de Março de 2005

domingo, abril 17, 2005

Nem de propósito

As manhãs dos meus sábados são verdadeiras guerrilhas sonoras. Uma amálgama de frequências loucas. As que eu produzo, as que os alunos reproduzem e as que ecoam na sala de aula, vindas do rádio da loja de instrumentos musicais (que é na sala ao lado). Pelo menos não é o Rádio Clube Português... Mas não deixa de ser uma luta perdida, já que a guerra, essa, ganharei nem que seja à força de decibéis (a ver se percebem que GUNS N' ROSES às 10 da manhã não é compatível com o meu esforço hercúleo para me manter acordada e consciente e a CANTAR!). Finda a primeira aula, que teve a linda duração de duas horas, saí porta fora para beber um café e esbarro contigo à entrada. "Ena! Já não te via há tanto tempo!"; "Olha, olha quem é ela... Que fazes por cá?"; "Estou aqui a dar umas aulas, e tu?"; "Vim ver o H... É que nem de propósito, ainda hoje sonhei contigo!" Sorri a pensar que se fosses outro qualquer já estaria a pensar na linda frase de engate que tinhas acabado de proferir... Mas tu estás com um ar verdadeiramente sério e eu conheço-te demasiadamente bem. Não. Nem pensar. Perguntei-te pelo teu trabalho e vi logo no teu olhar o cansaço, o desalento de remar continuamente contra a maré, o desejo de perseguir os teus sonhos. Pois... Eu sei bem o que isso é. E é muito pior quando não se está a fazer aquilo de que realmente se gosta. E tu perguntaste por mim, e pela minha vida profissional. Vai bem... Podia estar melhor. Mas podia estar a fazer exactamente o que tu fazes e aí estaria muito pior, já teria enlouquecido. "Então e... a tua vida?" arriscaste. "E a tua?" sorri eu, com o nariz enfiado na chávena... E olhamos um para o outro. Há coisas que nunca mudam. Tu e eu somos iguais.

sexta-feira, abril 15, 2005

UBU(s) - um contributo para a desdramatização da pátria, de Jarry Gomes Pais

Vinde ao terreiro, senhores, vinde! Vinde ver o tudo e o nada, o teatro e a magia, a crueldade e a tirania, a Polónia dos pequenitos, a França dos pequenitos, o Portugal dos pequenitos, o mundo pequenito. Vinde rever e rever-se nos vossos chefes, nos vossos líderes p'la candeia verde iluminados nos seus superiores desígnios e ambições. Vinde prestar tributo à Pataphysica e ao omnipotente Sabre das Phynanças. Vinde ver a máquina a girar e os miolos a saltar, vinde lambuzar-vos no sangue e na merdra. Vinde ao terreiro, senhores, vinde! Que no terreiro se jogam as sombras das vossas vidas e os vossos parcos rixedéis! Vinde adorar o perfeito D.Ubu!

No Teatro Carlos Alberto, de 16 de Abril a 7 de Maio

Choque

Diz o Bom Selvagem naquela desova ali em baixo com cento e tal salmonetes, que alguém que me conheceu diz que eu tenho muita classe. Desculpa-me lá, ó Jovem, mas graças a essa informação a partir de agora mais nenhuma prova me é necessária para saber que a blogosfera é um lugar mesmo muito manhoso... :p

É impressão minha...


... ou o AXN é a melhor coisinha que aconteceu na televisão nos últimos tempos?
(Confesso-me viciada, estou a precisar de um grupo de apoio.)

A pedido de várias famílias, aqui estão as respostas ao questionário.
(Naaaa... foi só a pedido do Tiago.)

Vocês não estão bem a ver o que me custa responder a este questionário. Eu vivo rodeada de livros. Eu tropeço em livros. Eu tenho livros em pilhas no chão por já não caberem nas estantes da sala (que são do chão ao tecto) e nas estantes do escritório. Tenho livros na cozinha, na casa-de-banho e no hall de entrada. Eu já não tenho uma secretária porque ela desapareceu debaixo de pilhas de livros e de partituras. Eu tenho uma enciclopédia médica debaixo do colchão, ao nível da cabeça (soluções caseiras para quem sofre de refluxo esofágico). Eu ando à espera de que a nova biblioteca de Queluz finalmente abra para poder dar livros.
Eu... eu... Enfim... *suspiro*
Cá vai:


1- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

A poesia todinha do Eugénio de Andrade. Uma paixão assolapada que começou na pré-adolescência e se mantém até hoje, passados que são mais de 20 anos. Portanto, presumo que vá morrer comigo. A contenção e a nobreza com que este homem fala dos afectos (e da vida, o que é o mesmo) toca-me como nenhum outro poeta até hoje (e temo-los tão bons e eu gosto tanto deles...). Mas este é especial, porque os descreve com eu os sinto.

(Além disso, se não pudesse mesmo sair do Fahrenheit 451, já tinha meio caminho andado, porque sei muitos poemas dele de cor.)


2- Já alguma vez ficaste apanhadinh@ por uma personagem de ficção?

Assim apanhadinha, apanhadinha, não. Mas sinto-me sempre identificada com as personagens do Javier Marías ou da Mercé Rodoreda. E não posso esquecer a estupefacção (e a identificação) que senti perante a personagem Robinson, de Sexta-Feira ou Os Limbos do Pacífico, de Michel Tournier, um dos livros da minha vida. Gosto sempre muito das personagens do Saramago, também.


3-Qual foi o último livro que compraste?

O Corão, em Árabe. (Sim, já sei que não me serve para nada, mas é bonito! Também tenho um Novo Testamento em Mandarim igualmente inútil mas muito estético...)

4- Qual foi o último livro que leste?

Hummm... conta o belíssimo álbum de fotografias de Lisboa do Eduardo Gageiro (Lisboa no Cais da Memória, 1954/1974) que desfolhei de uma ponta à outra, sem parar? Pronto, está bem: não tem letras. Então deve ter sido Memoria de Mis Putas Tristes, de Gabriel García Marquez.

5- Que livros estás a ler?

Esta pergunta é do caraças... eu ando a ler tanto livro...
Bem, primeiro, e por questões de trabalho, Jesús o El Gran Secreto de la Iglesia, de Ramón Hervás (vai ser brevemente publicado e eu ando a rever a tradução, a ver se o trabalhinho está bem feito...). Outros: Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson (divulgação científica); A Pianista, de Elfriede Jelinek (o que eu adoro personagens maníacas e solitárias); O Fantástico Mundo dos Chakras, de Dominique Lecroq (este vou lendo aos bocadinhos); Baudolino, de Umberto Eco (ando nisto há uns dois anos... há sempre outros livros que se metem pelo meio. Será que é desta?); O Livro Tibetano da Vida e da Morte, de Sogyal Rinpoche (este é para ir lendo, também); O Aborto de Deus, de Alain Decaux (sobre a vida de São Paulo); Vivir para Contarla, de Gabriel García Marquez; Delirio, de Laura Restrepo (escritora colombiana que venceu, com este livro, o Premio Alfaguara de Novela 2004); Cuentos, de Juan José Millás. Acho que já chega... É que há mais!
Esqueci-me da Bíblia (de vez em quando, lá leio mais um bocado).


6- Cinco livros que levarias para uma ilha deserta

Ai, estas perguntas! Podem ser uns 30?
Pronto, está bem:
Sexta-Feira ou Os Limbos do Pacífico, de Michel Tournier.
Toda a obra poética de Eugénio de Andrade.
Toda a obra de Eça de Queiroz.
A Bíblia e/ou o Corão.
Uma história da arte, daquelas enormes, que tivesse uma antologia abrangente da pintura europeia desde a Idade Média até aos nossos dias (com especial incidência no Renascimento e no Primeiro Barroco, claro!).

Ficam para trás Fernando Pessoa, Vergílio Ferreira, Gil Vicente, Camões, Jorge de Sena... etc, etc...


7- Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?

E as vítim... perdão... os nomeados são:

[rufar de tambores]

A Truta Laranja.
O Katraponga.
O Vítor.

(É preciso dizer porquê? Se os escolhi, não foi ao acaso. É porque estou interessada em saber o que vão responder, claro!)

terça-feira, abril 12, 2005

Amesterdão, Abril de 2005

Aqui a vossa amiga

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(Fot. de Rútilo)

esteve em Amesterdão...


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(Fot. de Rútilo)

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(Fot. de Rodrigues)

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(Fot. de Rodrigues)


Queriam canais e bicicletas?

sábado, abril 09, 2005

O próximo livro que vou comprar

Conheço pouco [mea culpa, mea culpa] do que se chama a nova geração de escritores portugueses [mea maxima culpa], se exceptuarmos o fascínio com que tenho mergulhado em algumas obras de José Luís Peixoto [minha máxima desculpa]. Mas hoje no suplemento Mil Folhas, do Público [não deixo linque porque é só para aderentes e se há substância com que eu embirro é com a cola] deliciei-me com a entrevista de Dulce Maria Cardoso. Ora espreitem:

Infelizmente nós raramente usamos o poder de pensar: uns porque não sabem que o podem fazer, outros porque rejeitam o trabalho que isso dá... A tendência é culpar a sociedade e o meio, esquecendo-nos que a sociedade é um produto e que o poder reside no indivíduo. Como eu só compreendo o que sinto, uma revolução implica uma profunda consciência do que se quer mudar. Eu poderia escrever cortando com o quotidiano, mas este interessa-me: os grandes problemas do mundo desfocam-nos, anestesiam-nos para a vida. Em "Campo de Sangue" há um homem prático. Perguntaram-me o que era: é um ser que se esgota na sobrevivência. Como os mosquitos. Um homem prático é isso. Garante conforto, por isso é tido como vencedor. Esses homens práticos precisam de seres amorfos, e estes precisam de homens práticos para lhes darem ordens. É uma simbiose...

(...)

Os meus romances são realistas porque me quero aproximar da vida: porque a ficção, apesar de tudo, é mais limitada do que a vida, está obrigada a uma lógica que a vida dispensa. A vida conta com o inesperado, sempre, e a ficção não. Viver, para mim, é discutir os vários caminhos -os vários papéis- que a vida nos oferece. Podemo-nos limitar a aceitá-los. Mas o mais interessante na vida é discuti-los, até porque somos múltiplos, enquanto filhos, trabalhadores, apaixonados, enlutados...

(...)

A realidade sempre me pareceu desajustada (ou fui eu sempre desajustada da realidade...!). A maneira que tenho de compensar a realidade é escrever.

(...)

Mas conheço pessoas ajustadas à realidade. É o tal homem prático. O desajuste é individual, a responsabilidade também. Construímo-nos moralmente inimputáveis...

(...)

Só me interessa a actualidade. Nesta voragem de sobrevivência -sobrevivemos a tudo, embora achemos sempre que não, e até mascaramos isso- em que fomos treinados para viver, o século XXI parece-me ter tomado isso de maneira central: tudo está assegurado, mas há tanta falta de coisas essenciais, e isso mascara-se com o conforto e o consumismo. É o primado do homem prático.

(...)

Quando vou às compras, passo pelas meninas das caixas, e penso que vidas terão... (...) O que me impressiona mais é a indiferença com que as pessoas passam por elas. As pequenas frases do verde-código-verde, e a obrigação de "sorria, porque é a última imagem que os clientes levam" é tudo falso. Gostava que, ao menos, quem lesse "Os meus sentimentos" olhasse para as meninas da caixa de outra maneira -e não porque precisem da minha defesa... Como gostava que alguém entrasse num espaço rearranjado e se lembrasse do que esse espaço foi. O futuro é só uma esperança, o presente não existe, e quando o projectamos é futuro. Somos sobretudo memórias, e quando não lhes damos lugar... Como com as árvores, que demoram 50, cem anos a crescer e que cortamos com uma serra eléctrica; antes ficam os avisos "árvore para abate", como antes ficavam os mártires. O mesmo se passa com os animais: a crueldade de que somos capazes é inimaginável. É a destruição do futuro.


Muito mais há para ler e pensar nesta entrevista. E só vos digo uma coisa, se a escrita for tão interessante como a pessoa, temos escritora. Temos presente e temos futuro.

sexta-feira, abril 08, 2005

Su - A Paciência- ou Bons augúrios e bons conselhos

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O trigrama de cima representa a água e o de baixo, o céu. A chuva da água é yin enquanto o calor do céu é yang. A combinação destes dois trigramas faz a vida florescer. Mas o seu crescimento, abastecido pela chuva e sustido pela luz do sol, não é rápido. Demora. O mesmo acontece com Su. É preciso ser paciente. Todas as nossas necessidades serão providas, mas, se nos apressarmos, falharemos. Paciência. Dê tempo ao tempo.


Haverá conquista e sucesso se fizer a oferenda devida. O oráculo prevê boa sorte. Atravessar o grande rio é favorável. [É sempre bom ouvir de um oráculo que é favorável atravessar o Grande Rio quando já se tem água até ao pescoço...]

Chuva, Chuva Outra Vez

Paciência, como a chuva
-o calor desapareceu do solo-
À espera de tombar;
E sabendo que há-de
chover, a chuva sussurrar...

Fecha os olhos e sente-a. Leva tempo.
Ouve o seu som e sente o seu ritmo, a respirar.
E vê-a então em tudo, com os teus olhos...

Por mais que tentes, não a podes forçar. Trata-a bem.

E vejo chuva sobre o Grande Rio
Cinzento sobre amarelo, iluminando o teu caminho
para o atravessar.

E paciência é o rio, no tempo do rio...


I Ching, O livro das mutações, Ed.Civilização

quinta-feira, abril 07, 2005

Diário de bordo v 2.0

Há locais que nos são tão estranhos, onde as pessoas vivem e encaram a vida de forma tão diferente, onde vemos situações que não sabemos avaliar...
Duas coisas me fizeram muita confusão em Hong Kong: a quantidade de mulheres que empurravam carrinhos de mão pesadíssimos (ou a quase inexistência de homens a fazer esse tipo de trabalho) e a quantidade de gente a comer na rua, nos passeios, em sítios sujíssimos. Não sei até que ponto a minha visão ocidental me trai, ao sentir-me incomodada com estas coisas.

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Kowloon, Fotografia de Truta Laranja

quarta-feira, abril 06, 2005

Diário de bordo
2 de Março

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As primeiras imagens. Fome e enjôo, resultado de várias horas de alimentação gently provided by Lufthansa. Lembrem-me de não voltar a pedir a vegan meal. A sério, alguém explique àqueles senhores que os vegans não comem só alcachofras com tomate. O cheiro das ruas é indescritível e as pessoas dão-nos encontrões. Estamos cheios de sono e ainda são só três da tarde. Welcome to Hong Kong...

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Fotografias de Truta Laranja

sexta-feira, abril 01, 2005

Caiaques, gelo, mundo e humanidade

Há um mês deixei aqui uma notinha sobre o meu caríssimo aventureiro Filipe Palma e o seu périplo de caiaque pela Antártida. Hoje tinha à minha espera um meile do Filipe, divulgando o relato que fará dia 21 de Abril, na Sociedade de Geografia de Lisboa [Portas de Santo Antão, junto ao Coliseu], em horário ainda a confirmar [em princípio ao fim da tarde]. Infelizmente não poderei estar presente, mas fica o aviso para os interessados [ó Vermelha, isto é meeeeesmo para ti!].

Tentarei estar presente nas sessões seguintes ainda sem data marcada e que terão lugar no Oceanário de Lisboa, em Coimbra e em Évora. Quanto a esta, aproveitem-na bem, já que eu não posso.

São loucos!!!

Ainda me recordo de quando ninguém usava auriculares de telemóvel em Portugal, senão para conduzir. Numa viagem a Londres comecei a pôr seriamente em causa, primeiro a sanidade mental dos ingleses, depois a minha própria, já que só via gente em cada esquina de Oxford Street a falar sozinha. "Estes bifes são doidos", pensava eu.

Passaram uns anitos, não mais que cinco. As ondas andam aí, as preocupações com a saúde do cérebro também e pimba! Eu tenho um auricular, alvíssaras!

Pois há uns dias, uma das muitas personagens da Praça Carlos Alberto, vulgo "malucos", topou-me num banco, apontou-me o dedo e entre gargalhadas gritou para quem quisesse ouvir: É maluuuuca!!! Está a falar sozinha!!!

E quem era eu para a desdizer?