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segunda-feira, maio 08, 2006

A Propósito de Estupidez...

Hoje "cairam-me" em mãos umas fotocópias de um livro cujo título, por si só, prometia o chorrilho de disparates que mais tarde se vieram a confirmar: Prepare-se para a Guerra, Capítulo 13 - Desmascarando os Ensinos da Nova Era e a Evangelização de Seus Seguidores.

No seguimento de uma conversa entre colegas sobre os benefícios de práticas meditativas (Meditação Transcendental, Yoga, Tai-Chi, Massagem Tui-Na, Oração), recebi por presente 16 páginas de um capítulo de um livro que deduzo ser de uma qualquer confissão Cristã evangélica, e cujo objectivo é preparar o Cristão para o diálogo, e consequente conversão, com os entes endemoinhados da New Age que, supostamente, se encontram sob possessão demoníaca... Que este tipo de publicações pulule não me espanta. São até representativas de uma realidade (felizmente) diferente da nossa... É uma publicação brasileira que, como muitas, mistura uma série de conceitos e disciplinas interessantes e que, aparentemente do ponto de vista de estudo científico, não deveriam ser misturadas... É necessário um fraco conhecimento de Teologia Cristã, Antropologia, História das Religiões, Simbologia e Psicologia para produzir as seguintes pérolas:

Shiva é um deus de destruição que tem uma esposa chamada Kali, a deusa-mãe do poder, da doença e da morte. Shiva é representado em desenhos com uma enorme cobra enrolada em seu pescoço ou na cabeça. A cobra ou serpente é extensivamente adorada no hinduísmo. Não é raro ouvir vários professores de ioga referindo-se a Shiva como um "deus da luz". Eles o apresentam como um deus que é desejável. O estudante ocidental comum de ioga não tem idéia do que ou de quem Shiva realmente é. Quem busca a "luz de Shiva", na verdade está buscando um deus demônio.

E logo a seguir...

O objectivo do ioga é esvaziar totalmente a mente, parar todos os movimentos do corpo, eliminar toda a sensação do mundo físico, e desta forma atingir a união com o Brahma num estado de nada. As várias práticas de ioga são especificamente idealizadas para induzir um estado de transe de mente vazia que supostamente leva a pessoa a uma união com Brahma.
O que na verdade acontece é que, enquanto a pessoa medita para esvaziar a mente, ela está abrindo-se à entrada de demônios.

(...)Ele diz que as várias posições e a respiração preparam o corpo para que o deus demônio, que é chamado de Kundalini, possa de fato entrar no corpo e fluir através dele! A ioga tem o propósito específico de abrir o praticante à entrada de demônios.

E o texto continua nas restantes páginas a comparar alhos com bugalhos. Práticas religiosas ou puramente espirituais tão antigas quanto o Hinduísmo com assimilações ocidentalizadas de um corpo teórico que é fruto inteiro de uma cultura tão verosímil como qualquer outra, erros graves de interpretação teológica e de conhecimento simbólico, já que a realidade do médio-oriente que viu surgir o Judaísmo e, numa fase posterior, o Cristianismo nos seus primeiros passos, não pode ser comparada com a simbologia oriental de ânimo leve. E, aqui e ali, o toque espírita da possessão das almas... A verdade é que já nem me consigo questionar acerca da pertinência de uma publicação destas. Agora... Como é que uma barbárie destas me vem parar às mãos?