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domingo, janeiro 25, 2004

Descobri um site precioso...

DOTeCOMe
. Foram relações de amizade que me levaram até lá e muito lhes agradeço por isso. Descobri um local de inteligênca, franqueza, sensibilidade e cultura, tudo isto, pasmem os mais incrédulos, misturado com boas doses de marxismo. Donc, c'est possible, senhores!


Porque cada homem é uma ilha exótica do conhecimento...

Para quem sofrer do mesmo mal-de-vivre que eu, deixo aqui a conclusão de um artigo de Fernando Penim Redondo, publicado já em Julho 1990 sob o título Do socialismo prematuro para o socialismo do futuro, na Vértice. Eu cá me queria parecer que não andava doido de todo... ou que pelo menos não era o único doido.

NOVO PAPEL DOS PARTIDOS REVOLUCIONÁRIOS

Os partidos revolucionários têm tradicionalmente desenvolvido dois tipos de acções:

- Organizar os explorados na sua luta defensiva contra as injustiças do capitalismo

- Perspectivar a destruição do capitalismo, a substituir por um regime dominado pelo proletariado. Este usará o seu poder para eliminar de vez a injustiça e a exploração.

Para tomarmos consciência, através de um paralelismo histórico, do significado de tal postura consideremos qual teria sido o sucesso de quem, na segunda metade do século XVIII, não só defendesse os servos da injustiça feudal como propusesse a socialização dos feudos como base produtiva de uma sociedade que, governada pelos servos, realizaria a justiça universal.

É claro que a organização e a luta dos oprimidos não só é justa como constitui um factor de aceleração da queda dos sistemas sociais caducos. Tal trabalho, que tem constituído a mais genuina fonte de orgulho e base da identidade dos partidos revolucionários não deve, de modo algum, ser abandonado.

O que se propõe é que seja complementado com uma nova visão do futuro que não seja passível de confusão com o Socialismo Prematuro. Também é necessário evitar qualquer confusão com a social-democracia, o que não parece difícil já que esta foge "como o diabo da cruz" de perspectivar o fim inevitável do capitalismo.

Tendo em conta o que acabamos de dizer, os partidos revolucionários deveriam integrar nos seus programas as seguintes linhas de força:

- Respeito rigoroso dos métodos democráticos tanto internamente como na actividade pública.

- Abandono de qualquer perspectiva vanguardista que signifique distinção, com base na condição de classe, entre os cidadãos enquanto fonte de legitimação do poder partidário e político

- Exercício, na prática, de um papel de vanguarda baseado na lucidez das análises e na validade das propostas. Esse papel nunca será auto-proclamado mas sim, eventualmente, reconhecido pelos destinatários da acção política.

- Apoio às transformações tecnológicas rumo ao Socialismo do Futuro. Combate a todas as formas de introdução da tecnologia que se façam com base em sofrimentos desnecessários.

- Reforço do trabalho junto das camadas que já hoje prefiguram, na sua actividade, as relações sociais do futuro

- Ajuda à formação de uma nova consciência social tanto a partir do sistema de ensino como pela acção política e cultural

- Antecipação das contradições da sociedade nascente por forma a combater, durante a sua formação, todos os desvirtuamentos e que impeça, na medida do possível
- confesso que não gosto muito desta medida para meta programática, mas enfim... - , a continuação da exploração sob novas formas.



CONCLUSÃO



O capitalismo não é só um sistema social gerador de enormes injustiças; o seu maior fracasso consiste em não ser capaz de pôr ao serviço da humanidade a força criativa de milhões de cérebros.

Obedecendo à lógica mesquinha do assalariamento não pode, apesar dos enormes meios tecnológicos de que dispôe, fazê-lo.

Lutemos pelo Socialismo que será como o abater de um dique que barra a inteligência humana.

Milhões e milhões de cérebros humanos, em cooperação, encontrarão soluções mesmo para os problemas que sempre nos pareceram eternos.