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segunda-feira, agosto 16, 2004

Férias
-impressões em diferido III-
Sagres, 11 Ago 2004, 1h30

Anunciam na rádio uma chuva de estrelas. Como se não bastasse o espectáculo nocturno que enche a alma neste cabo. As poucas estrelas cadentes que vi hoje deixam-me suficientemente feliz. O cenário ilusoriamente fixo estará lá ainda amanhã. É o que mais importa.

Parece que são meteoritos arrastados na cauda de um cometa que se aproxima hoje do Sol. Há explicação para tudo, já se sabe. Até para o que não conseguiremos nunca explicar, por mais que queiramos dar-lhe nome e sentido já, às escuras, um nome para o mistério, um sentido para o indefinível.

Pois bem, para mim é um teatro. De algumas cenas participo, de outras conheço ensaios ou bastidores. De outras ainda, apenas me deslumbro na plateia. Todas são magia - saber, conhecer, é tão mágico como sentir, intuir. São magia porque eu as sinto mágicas. Actor e espectador. Encenador e arrumador.

Grão de poeira neste todo enorme de que faço parte e que sobrevive muito bem sem mim. O mais maravilhoso amor, portanto. Mesmo quando a chuva, ao invés de beijos, sobre mim cai dura e lapidante.

And to see you're really only very small
And life flows on within you
And without you

Harrison