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quinta-feira, setembro 02, 2004

Éramos trezentos

Só trezentos, a 200 metros da porta do que nos foi descrito por um agente da PSP como "a casa de uma pessoa". Eu que sempre achei que aquilo era um edifício público, descobri ontem que afinal em S.Bento o que existe é uma casa senhorial. Enfim...

Hoje, com um olho aberto e outro fechado, já ouvi qualquer coisa sobre a disposição do PSL para discutir a lei da IVG já no próximo ano parlamentar. Ou se calhar foi só um surto de daydreaming. Não consigo ter respeito por esta gente que defende aquilo em que não acredita. Criminosamente. Lá está ele, repetindo: "Não gosto de dogmas, não gosto de intolerância". Mas nós, mulheres, vivemos coartadas, reprimidas, policiadas por um dogma e pelo cúmulo da intolerância, por uma minoria inquisitória e presunçosa, que não pensa, que não deduz, mas que impõe, que criminaliza, que rebaixa e humilha, enquanto hipocritamente se apresentam como defensores do próprio objecto do seu ímpeto persecutório. Orwell, que tanto nos assustou com a Polícia do Pensamento, bem que podia ter-nos avisado contra a Polícia do Corpo. São gémeas. Monozigóticas.

No fim disto tudo, no fim da vergonha que alimentamos neste país, no fim de tanta opinião, no fim de uma petição que recolheu - entre entradas idiotas bem ao nível de quem as fez - mais de 2000 assinaturas, por que razão éramos só trezentos? Por que razão fomos só 30% votar no referendo de má memória? Por que razão temos tanto medo, ou tanto desinteresse? Será porque nos reduzimos a um povo de cobardes ignotos?

HEI! PORTUGAL! Por que razão éramos só trezentos? Por que razão não encontro em nenhuma destas manifestações muitas das pessoas que comigo se indignam quotidianamente?

Hei, Portugal! Afinal, de que é que tu estás à espera?!