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sexta-feira, outubro 29, 2004

O amor numa valsa vienense em Paris

Nove anos depois, quando já não esperavam, Jesse e Céline reencontram-se. Nove anos depois, quando já não esperava, eu reencontro Jesse e Céline. Foi talvez o que mais me impressionou em Before Sunset, a intimidade do filme, a envolvência, a forma como suga o espectador para uma conversa às vezes sobre o nada mas prenhe de tudo aquilo em que das personagens somos cúmplices. Sim, cara jornalista de olho matreiro e tom sedutor, nós sabemos as respostas às suas perguntas, nós sabemos que Céline existe. E sabemos que desta vez, se é verdade o que sentimos, se é verdade aquilo de que nos lembramos, desta vez será diferente.



Viena, 1994

Já achara admirável em Before Sunrise a forma como o filme, qual funâmbulo, se equilibrava no arame do cliché, nunca resvalando. O ambiente inter-rail era realmente uma segurança face a um determinado público e hordas de românticos sonhadores cheios de hormonas invadiram as salas de cinema [comigo entre eles] – mas não em número suficiente para fazerem do filme alguma coisa que se parecesse com um blockbuster, o que dá a esta sequela um toque especial: é uma sequela de amor, não de lucro. É uma sequela de dois actores que se apaixonaram pelas suas personagens na exacta medida em que apaixonaram o público e que com o realizador as fizeram crescer e viver. E a prova de que as hormonas não eram tudo é este filme, ou deveria antes dizer, esta jóia. Esta conversa feita de ilusões e desilusões. De contradições, confrontos e declarações subtis. A forma como o argumento se espraia em tempo real é magistral. Como os subentendidos se vão entendendo, como a ânsia da comunicação baralha os canais e como saber esperar pelo outro pode de repente limpá-los e calmamente revelar o reconhecimento. Como se vão aclarando as águas até que o desejo possa, finalmente, vir à tona. É belíssimo. Os rostos, os olhos, as vozes, as rugas de Ethan Hawke e Julie Delpy são belíssimos. O filme é precioso.


Paris, 2003

E até pode haver quem passe pela vida sem uma paixão assim. Mas cá dentro sabemos que elas existem. Eu não deixo de estar convencid@ de que há alguns sortudos que as encontram mais do que uma vez na vida.