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segunda-feira, março 21, 2005

Parabéns, Rainha!



No dia 17 teria feito 60 anos, e eu sem poder vir aqui, dar-lhe os parabéns condignamente. Passei a data com a aniversariante, ainda assim, graças ao documentário que a 2 nos ofereceu, cheio de gratas recordações [Maria, Maria; Madalena e Upa, neguinho, memoráveis no Festival de Montreaux] e de imagens inéditas, grandes planos de rosto, olhos, mãos, vida e inquietação. Alguém disse, em tempos, que Elis era uma verdadeira suicida, não no sentido óbvio da palavra, mas por não ter medo de se entregar, de se lançar no abismo, talvez por sentir, nas suas próprias palavras, que isto não acaba por aqui, ou talvez porque os bichos vivem da única forma possível: entregando-se à vida, ignorando a morte, vencendo a morte. A Elis era um bicho, no melhor sentido da palavra. E hoje o que se ouve nas tantas e tão felizes gravações que deixou é esse amor selvagem pela vida e pela música, esse desprendimento e essa sensibilidade, essa generosidade total na apropriação de canções -que não escreveu mas que eram absolutamente suas pois se ela as compreendia como ninguém a quem mais poderiam pertencer?-, essa gargalhada avassaladora, esse choro contagioso, essa vida aos pulos dentro do peito.



A Elis recorda-me, sempre que disso necessito, que a vida é enorme e cheia e que me merece, merece o meu melhor. A voz e a música da Elis enchem-me de comoção e melancolia, raiva e vontade de sambar, subversão e construção. Desde a primeira nota que ouvi naquele timbre rico, suave e rasgado, carinhoso e violento, que sei que Com esse eu vou/sambar até cair no chão.



Parabéns, minha Rainha. O que eu gostava de ter podido apreciar os teus vivos sessenta anos...