<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5669356\x26blogName\x3dThe+Amazing+Trout+Blog\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dTAN\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://theamazingtroutblog.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://theamazingtroutblog.blogspot.com/\x26vt\x3d-5897069651571143186', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

sexta-feira, maio 20, 2005

Ai, o Metro, o Metro...

Entro no Marquês e encosto-me perto da porta a ler o jornal. As portas cerram, o comboio arranca e oiço um silvo acompanhando a progressão da velocidade. Parecia mesmo uma voz, masculina, adulta. Não... estou a alucinar. Alguma borracha de alguma porta deve ter um escape de ar, uma coisa qualquer. Que homem adulto poderia estar a fazer estas figuras? Esquece... Esqueço. Picoas. Passageiros entram e alguns levantam-se para sair no Saldanha. Entre eles está um homem alto, não propriamente gordo, mas grande, de cabelos alourados e pele tisnada. Coloca-se a meu lado, frente à porta que se fecha. E ao arrancar do comboio lá oiço aquele estranho uivo, nitidamente humano. Olho discretamente, primeiro para ele, depois em frente onde alguns passageiros arregalam os olhos e uma moça procura o meu olhar de reconhecimento na gargalhada que não consegue reprimir. Eu estou demasiado perto da caldeira, e bom, o gajo é grande e pode não achar graça. Enfio o nariz no Inimigo Público e vou gerindo o riso tentando não olhar para a minha compincha de paródia enquanto -pouf, pouf, pouf, pouf.... pouf........ pouf......... shhhhhhhhhh- a composição pára e a locomotiva vai bufar para outra freguesia. Finalmente rimos sem pejo, enquanto os outros passageiros mantêm os seus olhos arregalados e o queixo caído. As portas fecharam-se. Ela olhou pela janela e eu para o meu jornal. O que ela não ouviu foi que ao meu lado, junto à porta, tomara a ribalta uma senhora de ar respeitável e doméstico que foi murmurando canções numa vozinha pequenina e esganiçadinha até à estação seguinte.