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sábado, junho 11, 2005

O catolicismo não é uma doença. Pelo direito dos católicos ao casamento e à adopção, por direitos iguais numa sociedade democrática.

Parece que o autor é um tal Allan Psicobyte. Mas independentemente da fonte, ponham os olhos nisto e a seguir examinem os vossos mais mesquinhos preconceitos à imagem deste espelho invertido.


Sou completamente a favor da legalização do casamento entre católicos. Parece-me uma injustiça e um erro tentar impedi-lo. O catolicismo não é uma doença. Os católicos, pese embora que muitos não gostem do que lhes parece estranho, são pessoas normais e devem ter os mesmos direitos que os demais, como se fossem, por exemplo, informáticos ou homossexuais. Estou consciente de que muitos comportamentos e traços de carácter das pessoas católicas, como a sua atitude quase doente face ao sexo, podem parecer-nos estranhos. Sei que inclusivamente, por vezes se poderiam esgrimir argumentos de saúde pública, como a sua perigosa e deliberada recusa do preservativo. Sei também que muitos dos seus usos, como a exibição pública de imagens de torturados, podem incomodar algumas sensibilidades. Mas isto, além de ser mais uma imagem mediática do que uma realidade, não é razão para lhes impedir o exercício do matrimónio. Alguns poderiam argumentar que um casamento entre católicos não é um casamento real, porque para eles é um ritual e um preceito religioso ante o seu deus, em lugar da união entre duas pessoas.

Também, dado que os filhos fora do matrimónio são gravemente condenados pela igreja, alguns poderiam considerar que permitir que os católicos se casem incrementará o número de matrimónios por "o que se falará" ou pela simples busca de sexo [proibido fora do matrimónio pela sua religião], incrementando assim a violência doméstica e as famílias disfuncionais. Mas há-que recordar que isto não ocorre apenas nas famílias católicas e que, dado que não podemos meter-nos na cabeça dos outros, não devemos julgar as suas motivações. Por outro lado, o dizer-se que tal não é casamento e que deveria ter outra designação, não é mais que um modo um tanto ruim de desviar o debate para questões semânticas que não vêm ao caso: ainda que seja entre católicos, um casamento é um casamento, uma família é uma família.

E com esta alusão à família, passo a outro tema importante face ao qual, espero, a minha opinião não surja como demasiado radical: também sou a favor da legalização da adopção de crianças por católicos. Alguns se escandalizariam ante uma afirmação deste tipo. É provável que alguém responda com exclamações do tipo "Católicas adoptando crianças? Essas crianças correm um grave risco de virem a tornar-se católicos!" Vejo esse tipo de críticas e respondo: sim, bem, é certo que os filhos de católicos têm uma bem maior probabilidade de se tornarem católicos [ao contrário do que ocorre, por exemplo, na informática ou na homossexualidade], mas já argumentei acima que os católicos são pessoas como as outras.

Pesem embora as opiniões de alguns e os indícios, não há provas evidentes de que os pais católicos estejam pior preparados para educar um filho, nem de que o ambiente religiosamente enviesado de um lar católico seja uma influência negativa para a criança. Para além do mais, os tribunais de adopção julgam cada caso individualmente e é precisamente sua função determinar a idoneidade dos candidatos a pais. Definitivamente, e não obstante a opinião de alguns sectores, creio que deveria permitir-se também aos católicos tanto o matrimónio como a adopção. Exactamente como aos informáticos e aos homossexuais...


Visto no Miguel

Não me interpretem mal, mas não se sentem mesmo muito estúpidos após tal exercício? Eu sinto-me, sempre que exponho o que desconfio ou sei serem preconceitos a este filtro do avesso do avesso do avesso. E se há coisa de que não gosto é de sentir-me estúpid@. Por isso mesmo, mudo, ou melhor, por vários processos, vou mudando [e o infinito que escapa à minha clarividência, nem quero pensar... é tarefa para mais do que uma vida, a merda é eu não acreditar na reencarnação]. Talvez não seja tão simplicista - nomeadamente a um nível colectivo e civilizacional -, mas individualmente é bem mais simples do que pensamos. Afinal, a vossa mente, essa coisa abstracta, nascida de um aglomerado de tecido orgânico cinzento, pertence a quem?